Voos para o Brasil – Quais são as companhias aéreas que voam em meio à pandemia da COVID-19

Maioria das empresas aéreas cortou rotas internacionais para o Brasil devido ao coronavírus e fechamento de fronteiras. Porém, algumas ainda têm voos programados.

Várias companhias aéreas cortaram voos internacionais para o Brasil devido à pandemia de coronavírus e às restrições de viagens impostas por diversos países. Porém, algumas empresas continuam operando ligações entre cidades no exterior e São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Recife.

As poucas rotas internacionais ainda em atividade estão sendo usadas por brasileiros que estão no exterior para voltar ao Brasil. O Itamaraty informou em nota que está buscando todas as opções para repatriar os nacionais residentes no Brasil que encontraram problemas com seus voos de retorno ao país.

O Ministério das Relações Exteriores informa ainda que, caso seja possível o retorno ao Brasil por voo comercial, “essa opção deve ser sempre considerada tendo em vista que outras opções de repatriação podem ser inviáveis ou demoradas em alguns lugares”.

“A opção de voos fretados está sendo considerada para regiões em que se verificou total interrupção do tráfego aéreo e outras possibilidades de repatriação não são viáveis”, diz a nota enviada à DW Brasil. “São voos pagos pelo governo brasileiro e que dependem de negociação específica com governos estrangeiros, não apenas na origem do voo, mas, em diversas ocasiões, com eventuais escalas.”

Veja a lista:

Veja abaixo a situação das principais empresas aéreas que operam no Brasil. O texto será atualizado constantemente com as mudanças que ocorrerem nas malhas das companhias:

Azul:

A empresa brasileira opera de Campinas para Fort Lauderdale (quatro vezes por semana) e para Lisboa (duas vezes por semana).

GOL:

A companhia aérea brasileira pretende retomar os voos internacionais progressivamente a partir de setembro, começando com as rotas de São Paulo para Assunção (Paraguai), Buenos Aires (Argentina), Lima (Peru), Montevidéu (Uruguai), Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) e Santiago (Chile); e do Rio de Janeiro para Buenos Aires, Córdoba e Rosário, todos na Argentina.

A GOL ressalta que o retorno depende das restrições de viagem impostas pelas autoridades dos países nos quais a companhia opera na América do Sul, Central e no Caribe, além de recomendações das autoridades dos EUA.

Latam:

A empresa aérea brasileira opera de forma reduzida as rotas de São Paulo para Frankfurt, Londres, Madri, Miami e Santiago. Em julho serão adicionados quatro novos destinos: Ilhas Malvinas (a partir de 1º de julho), Lisboa (17 de julho), Cidade do México (15 de julho) e Montevidéu (14 de julho).

Aerolíneas Argentinas:

No final de abril, o governo da Argentina suspendeu todos os voos comerciais, tanto nacionais quanto internacionais, até 1º de setembro devido à pandemia. Somente os voos especiais de repatriação ou de carga podem circular no país durante o período. Por isso, a empresa retoma seus voos a partir do início de setembro.

Aeromexico:

A empresa mexicana retomará seus voos regulares entre Cidade do México e São Paulo a partir de 06 de julho (duas frequências semanais).

Air Canada:

A companhia canadense retoma os voos diários entre Toronto e São Paulo a partir de 1º de agosto.

Air China:

A companhia chinesa, que faz a rota São Paulo-Madri-Pequim, suspendeu suas operações nesta rota até 30 de agosto. Ela afirma ainda que a retomada das operações dependerá da prevenção e controle da covid-19.

Air Europa:

A companhia espanhola retomará seus voos de Madri para São Paulo no dia 15 de julho (uma frequência semanal). A partir de agosto serão 2 frequências semanais; a partir de setembro, cinco frequências semanais; e diário a partir de 1º de novembro. Não há previsão ainda para os voos diretos de Madri para Salvador, Fortaleza e Recife.

Air France:

A companhia francesa opera cinco vezes por semana entre Paris e São Paulo; e três vezes por semana entre a capital francesa e o Rio de Janeiro. Ela pretende retomar as operações entre Paris e Fortaleza a partir de 14 de outubro (três vezes por semana).

Alitalia:

O sistema de reservas da companhia aérea italiana indica que os voos de Roma para São Paulo e Rio de Janeiro serão retomados a partir de 1º de setembro.

Amaszonas:

A empresa aérea boliviana retoma a rota entre Santa Cruz de la Sierra e São Paulo a partir de 1º de setembro. No sistema de reservas da companhia não é indicada a retomada dos trajetos de Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu para Santa Cruz de la Sierra.

American Airlines:

A companhia americana retoma a partir de 6 de agosto a rota de Miami para São Paulo. Os trajetos de Miami para o Rio de Janeiro; de Nova York para São Paulo; e de Dallas para São Paulo voltarão a partir de dezembro.

Já os voos entre Nova York e Rio de Janeiro serão retomados no verão brasileiro de 2021. A companhia decidiu encerrar definitivamente suas operações entre Los Angeles e São Paulo, além da rota entre Miami e Brasília.

Avianca:

A companhia aérea colombiana afirmou que os voos de Bogotá para o Brasil devem ser retomados a partir de 1º de setembro. Não há ainda previsão para o retorno das operações regulares de Lima para São Paulo e Rio de Janeiro.

Avior:

A empresa venezuelana, que opera a rota entre Manaus e Caracas, suspendeu todos os voos nacionais e internacionais até 12 de maio. O sistema de reservas da companhia ainda não indica a retomada da rota.

Boliviana de Aviación:

A empresa retoma os voos diários entre São Paulo e Santa Cruz de la Sierra a partir de 3 de agosto. Já a partir de 1º de outubro serão retomados os voos diretos de Guarulhos para Cochabamba. O sistema de reservas da empresa não indica a retomada do trajeto direto entre São Paulo e La Paz.

British Airways:

O sistema de reservas no site da companhia indica que os voos diários de Londres para São Paulo serão retomados a partir de 1º de agosto; para o Rio de Janeiro, a partir de 1º de setembro.

Cabo Verde Airlines:

A empresa aérea do país africano, que operava no Brasil voos para Fortaleza, Recife e Porto Alegre, suspendeu todas as suas operações. Ela retomará a rota entre Ilha do Sal e Recife a partir de 1º de outubro. O sistema de reservas não indica ainda quando serão operados novamente os trajetos para Fortaleza e Porto Alegre.

Copa Airlines:

A empresa panamenha retoma gradualmente seus voos para o Brasil a partir de 7 de agosto. Veja os detalhes:

Cidade do Panamá x São Paulo: a partir de 7 de agosto (duas frequências semanais); diário a partir de 7 de setembro;

Cidade do Panamá x Rio de Janeiro: a partir de 14 de agosto (uma frequência semanal); diário a partir de 7 de setembro;

Cidade do Panamá x Brasília: a partir de 4 de setembro (duas frequências semanais);

Cidade do Panamá x Belo Horizonte: a partir de 18 de setembro (duas frequências semanais);

Cidade do Panamá x Porto Alegre: a partir de 2 de novembro (duas frequências semanais);

Cidade do Panamá x Recife: a partir de 20 de novembro (duas frequências semanais); e

Cidade do Panamá x Salvador: a partir de 21 de novembro (duas frequências semanais).

Delta Airlines:

A empresa americana retoma a rota entre Atlanta e São Paulo a partir de 3 de agosto; e de Nova York para São Paulo a partir de 30 de setembro. O sistema de reservas não indica a retomada do trajeto entre Atlanta e Rio de Janeiro.

Edelweiss:

A empresa aérea retoma seus voos entre Zurique e Rio de Janeiro a partir de 1º de outubro (uma vez por semana). A partir de 27 de outubro, ela acrescenta mais uma frequência semanal.

Emirates:

A companhia retoma o trajeto entre Dubai e São Paulo a partir de 1º de agosto; e para o Rio de Janeiro, a partir de 1º de setembro.

Ethiopian Airlines:

A companhia nacional da Etiópia conecta São Paulo e Adis Abeba (e demais conexões) quatro vezes por semana.

FlyBondi:

No final de abril, o governo da Argentina suspendeu todos os voos comerciais, tanto nacionais quanto internacionais, até 1º de setembro devido à pandemia. Somente os voos especiais de repatriação ou de carga podem circular no país durante o período. Por isso, a empresa retoma seus voos a partir do início de setembro.

Iberia:

A companhia espanhola retoma seus voos diretos de Madri para São Paulo a partir de 1º de agosto, e para o Rio de Janeiro a partir de 1º de setembro.

JetSmart:

A empresa de baixo custo chilena opera voos de Santiago do Chile para Foz do Iguaçu e Salvador a partir de 25 de outubro (duas frequências semanais em cada rota). O trajeto para São Paulo será operado a partir de 16 de novembro.

KLM:

A companhia holandesa retoma suas operações diárias entre Amsterdã e São Paulo a partir de 13 de julho e opera quatro voos semanais entre a capital holandesa e o Rio de Janeiro. Não há previsão ainda para a retomada das operações em Fortaleza.

Lufthansa:

Atualmente, a empresa alemã opera cinco vezes por semana entre São Paulo e Frankfurt. A partir de 28 de julho serão retomados seus voos diários. Não há previsão para o retorno das operações de Frankfurt para Rio de Janeiro, e entre Munique e São Paulo.

Norwegian:

O site da companhia low cost, que opera o trajeto entre Londres e Rio de Janeiro, mostra voos disponíveis a partir de 26 de outubro (três vezes por semana).

Qatar Airways:

A empresa opera três frequências semanais entre São Paulo e Doha (e conexões para outros destinos internacionais) em junho. A companhia pretende adicionar em julho uma frequência semanal à rota e retomar seus voos diários a partir de 31 de agosto. Todas as operações serão realizadas pelo A350-1000.

Royal Air Maroc:

O sistema de reservas da companhia marroquina indica a retomada dos voos de Casablanca para São Paulo a partir de 2 de setembro; e para o Rio de Janeiro a partir de 4 de setembro.

Sky:

A empresa de baixo custo chilena adiou o retorno das operações entre Santiago do Chile para São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Salvador.

South African Airways (SAA):

Antes do início da pandemia de coronavírus, a empresa sul-africana já havia anunciado o cancelamento de sua rota entre São Paulo e Johanesburgo.

Surinam Airlines:

A empresa aérea do Suriname retoma seus voos regulares entre Panamaribo e Belém a partir de 19 de julho.

Swiss:

A empresa suíça opera a rota entre Zurique e São Paulo três vezes por semana. A partir do início de setembro serão 5 frequências semanais.

TAAG – Linhas Aéreas de Angola:

A companhia aérea angolana retoma seus voos diretos entre Luanda e São Paulo a partir de 1º de julho. São três frequências semanais.

TAP:

A companhia aérea portuguesa opera voos de Lisboa para São Paulo (três vezes por semana), Rio de Janeiro (uma frequência semanal), Recife (duas vezes por semana) e Fortaleza (uma frequência semanal). O sistema de reservas da empresa não indica ainda a retomada das operações para Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Belém e Natal, além da estreia do voo para Maceió.

Turkish Airlines:

A empresa aérea retoma seus voos entre Istambul e São Paulo a partir de 2 de setembro.

United:

A companhia americana continua voando diariamente a rota entre São Paulo e Houston. As seguintes rotas voltam a partir de 03 de agosto com voos diários: Houston – Rio de Janeiro e, ainda, para São Paulo; e Newark – São Paulo. Em 24 de outubro é a vez das seguintes rotas serem incluídas na malha da empresa, com voos diários: Chicago e Washington para São Paulo.

Virgin Airways:

A empresa aérea britânica, que havia adiado o lançamento da rota entre Londres e São Paulo de 29 de março para 5 de outubro, decidiu não começar a realizar o trajeto entre a capital inglesa e o aeroporto internacional de Guarulhos.

Publicado em aeronave, Aeroporto | Com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixar um comentário

O futuro das viagens no mercado americano: Como a indústria mudará após a pandemia

Por todas as medidas, a pandemia de coronavírus dizimou a indústria de viagens.

As imagens do desligamento do mundo são assustadoras , os números são surpreendentes. Aproximadamente 100 milhões de empregos no setor de viagens, de acordo com uma estimativa global , foram eliminados ou serão. O tráfego de passageiros nas companhias aéreas dos EUA caiu 95% em relação ao ano passado, enquanto as receitas internacionais de passageiros deverão diminuir em mais de US $ 300 bilhões. As taxas domésticas de ocupação de hotéis caíram de um penhasco e agora oscilam em torno de 25% .

Regiões e países estão começando a se abrir , mas o surto mudará, sem dúvida, como pensamos, agimos e viajamos, pelo menos a curto prazo.

“A pandemia desaparecerá lentamente, com efeitos posteriores, muitos dos quais serão psicológicos”, disse Frank Farley, professor de psicologia da Temple University e ex-presidente da Associação Americana de Psicologia. “Há tanta incerteza que as pessoas comuns podem querer saber tudo sobre viagens”, disse ele. “Qual é a escotilha de fuga? Quais são os problemas de segurança? ”

No entanto, o desejo de viajar não desaparece: em uma pesquisa recente da Skift Research , braço de pesquisa da publicação de comércio de viagens, um terço dos americanos disse que espera viajar dentro de três meses após o levantamento das restrições.

Para saber como o cenário pode mudar, conversamos com dezenas de especialistas, de acadêmicos a operadores turísticos e arquitetos de aeroportos. Em todo o quadro, eles destacaram questões de privacidade e limpeza e a pressão de quem quer ver o mundo e também quer se manter seguro. Aqui, responda a 14 das perguntas mais prementes sobre o futuro das viagens.

Companhias Aéreas
As companhias aéreas podem manter as pessoas separadas e obter lucro?

Resolver o distanciamento social em aviões – atualmente tentado deixando os assentos do meio abertos – e retornar à lucratividade parecem estar em desacordo sem uma solução médica para o Covid-19. No entanto, espere que as companhias aéreas ostentem tarifas baratas para levar as pessoas ao ar.

“Haverá acordos muito quentes”, disse RW Mann, analista e consultor do setor. “Isso acontecerá primeiro no lado do lazer, mas no lado corporativo é onde as companhias aéreas ganham dinheiro. Eles viajam com mais frequência e pagam tarifas mais altas. No momento, eles são muito avessos ao risco. ”

Alguns desses executivos parecem estar recorrendo a fretamentos particulares, mesmo quando as transportadoras públicas exigem que os passageiros usem máscaras e aumentem a frequência e a eficácia de seus protocolos de limpeza, incluindo o preenchimento da aeronave com um nevoeiro que mata germes antes que as equipes de limpeza limpem as superfícies. Como há muito tempo faz voos internacionais, a Delta Air Lines faz isso todas as noites em aeronaves domésticas.

Um trabalhador pulveriza desinfetante dentro de um avião da Vietnam Airlines no Aeroporto Internacional Noi Bai em Hanói, Vietnã. Luong Thai Linh / EPA, via Shutterstock

A Lei CARES está ajudando a sustentar o setor de companhias aéreas com o apoio da folha de pagamento até outubro, quando muitos executivos de companhias aéreas discutem abertamente as demissões. A exigência do governo de que as companhias aéreas continuem atendendo aos aeroportos que faziam antes de 1º de março manteve alguns dos destinos menores no mapa de rotas, embora o serviço seja frequentemente raro.

“Pequenos aeroportos estão roendo as unhas agora”, disse Joe Schwieterman, especialista em transporte e professor da Universidade DePaul, em Chicago.

Os testes ajudariam bastante a tranquilizar o público, é claro, mas até agora apenas uma companhia aérea, a Emirates, com sede em Dubai, ofereceu testes de vírus a um número limitado de passageiros. Grupos, incluindo sindicatos de pilotos, pediram verificações de temperatura. A Administração de Segurança em Transportes não adotou a ideia, mas a Air Canada planeja começar a fazer leituras de temperatura no check-in deste mês, e Paine Field, ao norte de Seattle, instalou recentemente uma câmera térmica que lê a temperatura dos passageiros antes que eles entrem em segurança.

Passageiros, cuidado: as tarifas baixas não duram. Supondo que o quebra-cabeça do vírus esteja resolvido, muitos esperam uma recuperação robusta em 2022.

– ELAINE GLUSAC

Novos aeroportos expansivos, como o Singapore Changi, oferecerão aos passageiros mais espaço para lidar com a pandemia. Lauryn Ishak para o New York Times

Aeroportos
O check-in poderia realmente melhorar?

A triagem de saúde, a relação espaço por passageiro e uma reformulação do fluxo de passageiros provavelmente mudarão na sequência do Covid-19.

O Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em Porto Rico, oferece uma janela para o futuro das exibições de aeroportos. Suas novas câmeras de imagem térmica filtram os passageiros que chegam, disparando um alarme quando uma temperatura de 100,3 ou superior é registrada. Passageiros febris são retirados para avaliação.

Depois do 11 de setembro, muitos aeroportos domésticos adotaram uma aparência militarista com barreiras e postos de segurança reforçados. Mas no exterior, aeroportos como o Changi de Cingapura se expandiram para contratar passageiros que precisavam passar mais tempo lá.

“Aeroportos novos serão semelhantes a esse modelo”, disse Ty Osbaugh, arquiteto da empresa global Gensler , que construiu terminais no Aeroporto Internacional Kennedy, em Nova York, e na Incheon, na Coréia do Sul, entre outros. “O espaço permite que você lide com uma pandemia de uma nova maneira. Você não está preso em uma instalação.

Os aeroportos cercados por estradas podem se expandir verticalmente, disse ele. Com a chegada de veículos autônomos, as garagens de estacionamento podem ser reaproveitadas como centros de check-in e triagem “para usar todos os espaços vazios”.

O espaço será vital para garantir que os passageiros não estejam nas linhas de segurança lotadas. Os dados de localização do celular podem levar sua chegada a um aeroporto, que pode acompanhá-lo na calçada e levá-lo para um túnel de segurança no qual os passageiros continuam se movendo – no estilo de ficção científica – à medida que são examinados pela TSA e pelas autoridades de saúde.

O espaço do portão será expandido e os robôs poderão carregar as bagagens, desencorajando o jockeying para o espaço aéreo superior.

“A resposta do 11 de setembro foi muito, muito pouco focada nos passageiros”, disse Osbaugh. “Desta vez”, disse ele, “acho que podemos ter uma experiência muito melhor para os passageiros, do meio-fio ao portão”.

Tranquilizar os futuros passageiros será um dos principais desafios das empresas de cruzeiros. Loic Venance / Agence France-Presse – Getty Images

Cruzeiros
As pessoas vão voltar aos barcos?

Navios se afastavam de porto após porto, passageiros em quarentena em cabines, trabalhadores de emergência em trajes de proteção: Poucos setores de viagens foram mais afetados que os cruzeiros, agora amplamente interrompidos por ordens de não-navegação emitidas pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças. A Carnival Corporation, a maior empresa, disse que poderia retomar as viagens em 1º de agosto.

Analistas acreditam que grandes empresas como a Carnival e a Royal Caribbean Cruises têm resistência financeira para esperar uma recuperação até 2021. Mas tarifas com desconto e políticas flexíveis de cancelamento só vão tão longe para tranquilizar futuros passageiros.

“O verdadeiro desafio será reduzir o risco percebido de realmente embarcar em um navio, e isso exigirá mudanças nas práticas operacionais”, escreveu Robert Kwortnik, professor associado da escola de hotelaria da Universidade Cornell, em um e-mail.

Entre as novas práticas, ele listou exames de saúde dos passageiros e planos de contingência para quando a infecção ocorre. Em sua ordem, o CDC instruiu o setor a assumir mais responsabilidade pelo gerenciamento de surtos a bordo, incluindo planos para testes laboratoriais de amostras, protocolos de desinfecção e fornecimento de equipamentos de proteção individual.

A Genting Cruise Lines, empresa de Hong Kong que possui a Crystal Cruises e várias outras linhas, já emitiu novos padrões , incluindo a proibição de buffets de autoatendimento, exigindo verificações de temperatura no embarque e desembarque, verificações de temperatura duas vezes ao dia para os tripulantes e máscaras para empregadas domésticas e servidores de alimentos. Também será necessário um atestado médico para passageiros com mais de 70 anos, indicando que estão aptos a viajar.

Os navios também podem ser implantados de maneira diferente, disse Ross Klein, sociólogo da Memorial University em Newfoundland e especialista na indústria de cruzeiros que, desde 2002, administra o CruiseJunkie.com . Ele prevê navios estacionados em ilhas do Caribe, em vez de viajar de porto a porto. “Se houver doença a bordo, você pode sair e voar para casa”, disse ele sobre esse modelo de hotel. “Enquanto no mar, você é cativo.”

As empresas de RV podem colher os frutos de um interesse crescente em viagens rodoviárias, que oferecem uma sensação de liberdade e controle pessoal. Shawn Poynter para o New York Times

Destinos
Onde os viajantes irão primeiro?

Com alguns estados diminuindo as restrições de viagem, “as pessoas querem sair – apenas sob seu próprio controle”, disse Tori Barnes, vice-presidente executiva de assuntos públicos e política da Associação de Viagens dos EUA.

Portanto, espere um boom em viagens rodoviárias – e empresas e agências de viagens tentando se beneficiar.

Visit California, o escritório de turismo do estado, está planejando uma campanha no estado incentivando os californianos a entrar em seus carros e apoiar as empresas e destinos locais. Dakota do Sul espera ver quem viaja à procura de espaços abertos ao ar livre, e espera que parques estaduais, restaurantes e empresas de RV colham os frutos.

“As viagens rodoviárias são uma grande oportunidade para a Califórnia ajudar a impulsionar a economia”, disse Caroline Beteta, presidente e diretora executiva do Visit California. “Essa sensação de liberdade com controles pessoais será ideal para pessoas que desejam segurança”.

As viagens internacionais levarão muito mais tempo para se recuperar.

Os países reabrirão em vários momentos – alguns já começaram a fazê-lo – e essa reabertura escalonada pode ser confusa para os viajantes. Obter permissão para visitar um país provavelmente será mais tedioso, exigindo mais documentação e exames de saúde mais rigorosos. A falta de clareza sobre quem está no comando irá dissuadir muitos possíveis viajantes, especialmente no início da recuperação.

“Não haverá uma regra proibindo você de viajar de Oklahoma para Albuquerque, por exemplo, mas provavelmente haverá uma proibição de viajar de Paris para Nova York”, disse Stewart Verdery, executivo-chefe da empresa de lobby Monument Advocacy and ex-secretário assistente do Departamento de Segurança Interna. “Mas quem tomará decisões sobre quais são as novas regras? A maioria dos países define suas próprias políticas, com um pouco de contribuição de organizações internacionais. Seremos tão duros com a saúde quanto com a segurança e a imigração ilegal? ”
– TARIRO MZEZEWA

As férias em família provavelmente ficarão mais curtas e as opções domésticas – como o Parque Nacional do Grand Canyon – mais populares. John Burcham para o New York Times

Viagem Em Família
O que é importante para as famílias agora?

Com cerca de um em cada cinco trabalhadores americanos desempregados e talvez um pouco de aperto entre os que ainda estão empregados, a acessibilidade se tornará ainda mais importante para as viagens em família.

A consciência de preço entre as famílias não é novidade. De acordo com a Family Travel Association , uma organização sem fins lucrativos do setor, nos últimos cinco anos, os pais sempre consideraram a acessibilidade econômica o maior desafio ao viajar com seus filhos. É provável que as férias em família pós-pandemia se tornem mais curtas – quanto menos noites, menor o custo da viagem.

“As coisas pelas quais os pais são naturalmente cautelosos serão tratadas de maneira espontânea”, disse Rainer Jenss, presidente e fundador da Family Travel Association . “Você verá muitos fornecedores do setor de viagens oferecer mais flexibilidade, mais descontos e melhores taxas”.

A Virtuoso , uma rede de agências de viagens de luxo, havia previsto que o Havaí, a Itália, Orlando, a Costa Rica e a Inglaterra seriam os principais destinos familiares do ano. Agora são as opções domésticas que podem ser alcançadas de carro, dos parques nacionais a cidades como Charleston, SC
– SARAH FIRSHEIN

Compartilhamento De Casa
O distanciamento social matará o compartilhamento de residências?

O futuro do compartilhamento de residências depende em grande parte se os viajantes veem as locações como alternativas privadas, geralmente mais baratas, aos hotéis ou como uma fonte de exposição aos germes de estranhos. Os caprichos das políticas de cancelamento entre locações também terão impacto.

Enquanto os hotéis ofereciam generosas políticas de cancelamento conforme as restrições de viagem estabelecidas, as plataformas de compartilhamento de casas adotavam abordagens variadas. Antes da pandemia, suas políticas permitem que os hosts definam suas próprias regras. O Airbnb os substituiu, oferecendo reembolsos aos viajantes que de outra forma poderiam ter sido penalizados. O VRBO, seu principal concorrente, ficou do lado do proprietário, embora incentivasse reembolsos e créditos futuros.

Os anfitriões do Airbnb podem sonhar em mudar para outra plataforma em seu próprio prejuízo.

“Nos EUA, a maioria dos aluguéis de curto prazo é contratada via Airbnb”, disse Scott Shatford, executivo-chefe da Air DNA , que mede o aluguel global de casas. “Eles controlam muita demanda para que haja uma alternativa credível à listagem no Airbnb”.

As listagens no Airbnb indicarão em breve se os anfitriões estão praticando novas diretrizes de limpeza rigorosas, incluindo um período de espera mínimo de 24 horas entre as reservas. Uma nova categoria de listagens indicará que nenhum hóspede ocupou um aluguel 72 horas antes da chegada.

Outros serviços estão aprimorando suas práticas de custódia. A Vacasa , com sede em Portland, Oregon, e administra 26.000 casas de aluguel em todo o mundo, está trabalhando em um crachá de limpeza que aparecerá em uma lista, atestando novos padrões.

Além da higiene, as empresas de compartilhamento de casas estão defendendo a privacidade. “As viagens serão menos urbanas”, disse Brian Chesky, executivo-chefe da Airbnb, observando que o segmento de mais rápido crescimento dos hóspedes do serviço viaja a menos de 80 quilômetros de casa. “Hotéis estão nas cidades; eles precisam de um tamanho mínimo de mercado. O Airbnb está em 100.000 cidades e vilas. ” Sua empresa demitiu um quarto de sua força de trabalho na terça-feira, cerca de 1.900 pessoas.

Enquanto isso, as listagens estão crescendo à medida que mais pessoas buscam renda extra. “Nos próximos seis meses, esperamos mais oferta e a demanda não alcançará”, disse Shatford. “Veremos preços mais baratos e descontos maiores nos aluguéis mensais”.

– ELAINE GLUSAC

Muitos hotéis estão implementando rigorosos protocolos de limpeza e exigindo períodos de espera após a desocupação dos quartos. Douglas Magno / Agence France-Presse – Getty Images

Hotéis
A limpeza da nova comodidade?

Quando as restrições de viagem aumentam e os hotéis reabrem, os viajantes podem esperar ver as tarefas domésticas na frente e no centro dos hotéis.

Os especialistas prevêem um check-in sem toque por meio de aplicativos e expressões de higiene que vão além do envoltório de papel sobre o assento do vaso sanitário.

“Transparência e dicas tangíveis darão aos consumidores mais conforto”, disse Donna Quadri-Felitti, diretora da escola de administração de hospitalidade da Pennsylvania State University, acrescentando que os registros de limpeza podem se tornar públicos. “A limpeza robótica ainda é nova, mas há muita conversa sobre automação.”

Onde os lobbies do hotel já procuraram o calor, espere uma cena fria, mas brilhante, com guardiões circulando frequentemente com desinfetante. Canetas e outras bugigangas que provavelmente serão tocadas por outros convidados serão substituídas por lenços higienizantes. As principais empresas hoteleiras estão experimentando a pulverização eletrostática para desinfetar interiores e a luz ultravioleta para higienizar as chaves dos quartos.

A hospitalidade será sem rosto e incentivará o distanciamento social. A Marriott planeja oferecer serviço de quarto sem contato através de seu aplicativo para celular. Os quartos Hilton terão um selo nas portas, indicando que não foram inseridos desde a última limpeza.
– ELAINE GLUSAC

 

Algumas companhias aéreas facilitaram a qualificação dos viajantes para o status elite. Brandon Magnus para o New York Times

Programas De Fidelidade
Onde os passageiros frequentes se encaixam?

Mesmo agora, as empresas de viagens estão trabalhando duro para manter felizes os membros do programa de fidelidade – e, com os primeiros sinais de recuperação, para colocá-los na estrada e no céu.

“O que estamos vendo são os programas de fidelidade que estendem o status de passageiro frequente das pessoas e também não vencem suas milhas”, disse Gary Leff, fundador do blog de fidelidade de companhias aéreas View from the Wing . “Nenhuma empresa quer queimar pontes com os clientes agora.”

Nas últimas semanas, muitas empresas – incluindo Marriott, United Airlines, American Airlines e Hilton – tornaram mais fácil a qualificação para status elite ou superior.

Leff acrescentou que, à medida que países e estados se abrem gradualmente, as companhias aéreas precisarão atrair clientes para voar, portanto, espere uma abundância de negócios voltados para passageiros frequentes, que incluirão assentos para menos quilometragem e atualizações mais fáceis.

Os bons negócios não vão durar para sempre, no entanto. À medida que as promoções de incentivo a viagens se acumulam, aviões, hotéis e resorts começarão a se encher.

Para os viajantes com pontos de sobra, usá-los antes de pagar pelos assentos ou reservar quartos de hotel certamente faz sentido, dizem os especialistas.

“A beleza das milhas, nesses tempos de incerteza, é que o dinheiro vivo em sua conta é definitivamente ideal”, disse Brian Kelly, fundador do The Points Guy, um site dedicado a programas de fidelidade. “Se você possui milhas, usá-las para viajar permitirá que você economize seu dinheiro.”
– TARIRO MZEZEWA

No início da pandemia em fevereiro, o Parque Nacional Arches, em Utah, atraía 40% mais visitantes do que em fevereiro de 2019. Beth Coller para o New York Times

Parques
As pessoas gravitarão para a natureza?

De acordo com uma pesquisa em andamento realizada pela Destination Analysts, uma empresa de pesquisa e marketing de turismo, mais da metade dos viajantes norte-americanos diz que planeja evitar destinos lotados ao voltar a viajar.

Isso é um bom presságio para os parques, mesmo que permitir que os viajantes retornem exija modificações de distanciamento social para fechar trilhas e pontos de vista populares, com ênfase na aplicação.

Antes de os parques estaduais da Carolina do Sul fecharem em 28 de março, o tráfego em alguns era tão alto quanto os números recordes para o eclipse solar de 2017, pois as pessoas buscavam uma pausa na quarentena. Os parques reabriram em 1º de maio com a ajuda da polícia para gerenciar as multidões.

No início da pandemia, muitos parques nacionais também estavam atraindo números recordes. A visitação ao Parque Nacional Arches, em Utah, por exemplo, aumentou 40% em fevereiro e fevereiro de 2019. Hoje, muitos dos principais parques, incluindo o Parque Nacional Grand Canyon, permanecem fechados enquanto o serviço do parque avalia a reabertura parque a parque .

“Vamos ter que criar novas normas sobre como nos comportarmos nos parques nacionais para criar espaço”, disse Will Shafroth, presidente e executivo-chefe da National Park Foundation, organização sem fins lucrativos dedicada aos parques nacionais, acrescentando que o calçadão ao redor do gêiser Old Faithful no Parque Nacional de Yellowstone pode ser apenas de mão única quando reabrir.

O aumento esperado é uma oportunidade para parques menos conhecidos, ele sugeriu. Metade de todas as visitas às 419 unidades do sistema em 2019 foram realizadas em apenas 27 parques.
– ELAINE GLUSAC

Medidas de distanciamento social podem facilitar o turismo excessivo em lugares populares como Zadar, na Croácia. Sebastian Modak / The New York Times

Sustentabilidade
A onda verde acabou?

A saúde planetária será tão urgente para os viajantes focados na preservação da saúde pessoal? Em um mundo germofóbico, os plásticos de uso único retornarão?

“O trabalho de redução de plástico ficará em segundo plano na busca maior pela saúde e segurança dos viajantes”, disse Megan Epler Wood, diretora-gerente do Programa de Gerenciamento de Ativos de Turismo Sustentável da Universidade de Cornell. “Mas há muitas razões para encontrar esperança.”

Epler Wood aponta os esforços de organizações e destinos turísticos para planejar um retorno às viagens que abordem o turismo excessivo. A Organização Mundial de Viagens das Nações Unidas divulgou recomendações de recuperação que exigem plataformas de cidadãos para conselhos locais de turismo e feedback que coordenam o envolvimento do setor público e privado.

Ela também chamou a situação atual de uma oportunidade “para nossos números globais verem se podemos construir um conjunto melhor de procedimentos sustentáveis”.

O distanciamento social pode naturalmente facilitar o turismo excessivo, e a paralisação global está pronta para reduzir as emissões de carbono em 8% em 2020. Mas, embora o tráfego reduzido possa ser bom para muitos lugares, os turistas sentem muita falta de outros. Em partes da África, por exemplo, as taxas de entrada para safaris e parques financiam a conservação. Sem essas fontes de receita, a caça furtiva tem aumentado na África do Sul e no Botsuana.

“Esses lugares têm uma economia de experiência que apóia a proteção da natureza”, disse Gregory Miller, diretor executivo do Center for Responsible Travel . “Precisamos restaurar economias baseadas na experiência, não na extração. Caso contrário, você terá caça furtiva, corte e queima e captação de recursos. ”

Uma possível vantagem da pandemia é a conscientização de como os gastos localmente ajudam as comunidades.

“Estamos todos familiarizados com a idéia de ajudar pequenas empresas através do Covid-19”, disse Jonathon Day, professor associado focado em turismo sustentável na Purdue University. “Se levarmos para o futuro a lugares que viajamos, pensando se o dinheiro permanecerá na comunidade, isso é algo que podemos tirar dessa experiência.”
– ELAINE GLUSAC

Operadores Turísticos
Os viajantes se inscreverão?

A facilidade logística de excursões em grupo traz uma desvantagem: viajar com estranhos.

“Eu certamente aprecio o paradoxo: há segurança nos números, há risco nos números”, disse Jennifer Tombaugh, presidente da Tauck , uma empresa de turismo e cruzeiro de alto nível. Uma solução, disse Tombaugh, será grupos menores com taxas mais baixas de convidados por guia – uma tendência que já havia sido prevista para aumentar, pré-pandemia, pela Associação de Operadores de Turismo dos Estados Unidos .

Debra Asberry, fundadora e presidente da Women Travelling Together , que realiza excursões em grupos pequenos para mulheres acima de 50 anos, espera que as viagens aos parques nacionais se recuperem primeiro, assim como ocorreu após o 11 de setembro.

“Isso realmente nos salvou em 2002, e achamos que o mesmo acontecerá aqui: teremos uma ênfase muito maior nos turistas domésticos, especialmente na primeira metade de 2021”, disse Asberry.

Depois de ficarem confinados por meses, os turistas podem se interessar por experiências de bem-estar. “Se 2020 for um ano em que passamos muito tempo em ambientes fechados, 2021 será sobre ficar ao ar livre e se tornar ativo, com passeios centrados em coisas como ciclismo, trekking e atenção plena”, disse James Thornton, executivo-chefe da Intrepid Travel, que realiza passeios nos sete continentes.

E o turismo excessivo, uma preocupação em todo o setor, renovou importância. “Dez anos atrás, as pessoas queriam mercados lotados e grandes cidades conhecidas”, disse Bruce Poon Tip, fundador da G Adventures , uma empresa de turismo voltada para o turismo comunitário cujas viagens de oito dias variam de US $ 650 a US $ 3.200 por pessoa. “Agora há um impulso real para passeios na Antártica, Galápagos, Mongólia e Tibete – todos espaços amplos e abertos.”

Exatamente quando e onde as turnês serão retomadas dependerá de vários fatores, incluindo avisos de viagem e confiança do consumidor, particularmente sobre países em desenvolvimento com atendimento médico insuficiente.

“Queremos garantir que possamos fazer isso de uma maneira que permita que os convidados estejam presentes e aproveitem tudo o que desejam experimentar”, disse Tombaugh.
– SARAH FIRSHEIN

O seguro de viagem se mostrou inútil para muitas pessoas que sofreram cancelamentos imprevistos. Esse agravamento ressaltou uma verdade fundamental: o comprador tenha cuidado. Robin Utrecht / EPA, via Shutterstock

Seguro De Viagem
Alguém realmente comprará?

Muitos viajantes ficaram furiosos ao saber que seu seguro de viagem não tinha valor durante essa pandemia. Esse agravamento ressaltou uma verdade fundamental: o comprador tenha cuidado.

“O seguro de viagem normalmente não é um bom negócio econômico; geralmente é muito caro e cheio de advertências e exclusões ”, disse J. Robert Hunter, diretor de seguros da Consumer Federation of America , uma organização sem fins lucrativos de defesa do consumidor.

Se as companhias de seguros restabelecerem a confiança do consumidor – especialmente com as companhias aéreas e os hotéis alterando as políticas para facilitar o cancelamento – elas terão pouca opção a não ser desmistificar as letras miúdas. Os clientes exigirão.

“Haverá muito mais foco, em vez de marcar uma caixa e seguir em frente”, disse Anna Gladman, diretora executiva da nib Travel, dona da World Nomads, uma companhia de seguros de viagens. “As pessoas vão se preocupar com isso, então elas querem saber mais sobre seus produtos”.

É mais provável que os viajantes criem planos a partir de um “menu” (por exemplo, evacuação de emergência e interrupção de viagem), em vez de depender de pacotes pré-configurados. E a demanda por cobertura Cancelar por qualquer motivo – um complemento caro que reembolsa parcialmente os segurados quando eles cancelam viagens por qualquer motivo – provavelmente aumentará.

Porém, informações esclarecidas podem tornar as compras menos frustrantes.

“Veremos que mais operadoras de seguros reconhecem explicitamente pandemias em suas políticas, cobrindo-as claramente ou excluindo-as, a fim de evitar expectativas mal geridas dos consumidores mais tarde”, disse Jennifer Fitzgerald, co-fundadora e diretora executiva da linha. mercado de seguros Policygenius .

Megan Moncrief, diretora de marketing do Squaremouth , um site de comparação de seguros de viagem, disse que o setor provavelmente seguirá o precedente estabelecido pelo 11 de setembro, que forçou a cobertura do terrorismo às apólices de seguro.

“O maior pivô do setor será o de mais apólices com cobertura contra pandemia, como alertas do CDC, alertas de viagens e pedidos de estadia em casa”, disse Moncrief.
– SARAH FIRSHEIN

Publicado em Padrão | Com a tag , , , | Deixar um comentário

Resort Liberal terá nudismo com máscaras e distanciamento na reabertura

 

Resort liberal na Jamaica também sofreu os efeitos da pandemia do coronavírus e reabre com mudanças

Com nudismo permitido e frequentado por praticantes de swing, o resort caribenho Hedonism II anunciou que irá retomar as atividades neste dia 1º de julho, após meses fechado por causa da pandemia de coronavírus.

Localizado no balneário de Negril, no litoral da Jamaica, o estabelecimento recebe viajantes liberais do mundo inteiro e também teve sua rotina modificada com a covid-19.

Para a reabertura, o local deve adotar uma série de procedimentos sanitários para proteger a saúde de seu público, segundo Victor Manjarres representante comercial do resort na América Latina.

Nudismo mascarado e nada de “brincadeiras”

Hedonism II, na Jamaica

A partir de agora, por exemplo, os hóspedes terão que usar máscara dentro do estabelecimento (incluindo em espaços nos quais nudismo é permitido).

Um dos cantinhos mais famosos do local, o “playroom” (palavra que pode ser traduzida como “quarto de brincadeiras”), permanecerá interditado temporariamente após a reabertura, como medida para evitar aglomerações.

Com paredes roxas, chuveiro, sofá e espécies de futons espalhados no chão, trata-se de um espaço fechado que, antes da pandemia, juntava dezenas de hóspedes para sessões de trocas de casais e outras práticas sexuais.

Distanciamento obrigatório.
Segundo a administração do resort, ainda que pareça estranho exigir distanciamento social dos hóspedes, haverá um limite no número de pessoas que podem se juntar em algumas instalações do resort, como as hidromassagens. Além disso, na praia [que fica na frente do estabelecimento], as espreguiçadeiras estarão mais afastadas umas das outras.

Ainda assim, o Hedonism II possui uma área enorme e capacidade para apenas 560 hóspedes. Ou seja, espaço de sobra para respeitar a nova realidade — e nada impede as festinhas particulares nos quartos, por enquanto.

“Festeje com Segurança”
Além das medidas esperadas ao resort com atrações tão específicas, o Hedonism II também adotou medidas comuns aos hotéis do mundo todo – com a diferença de que aqui o conceito chamado “Party Safely” (“Festeje com Segurança”), não “Clean & Safe” como se tem visto por aí.

Entre elas, está o controle de temperatura dos hóspedes, a suspensão do serviço de self-service nos restaurantes, higienização constante de superfícies dos quartos e das áreas comuns e desinfecção rigorosa das bagagens no check-in.

Além disso, haverá estações de loções desinfetantes espalhadas pela propriedade e a presença de médicos e enfermeiros treinados para detecção e atendimento de casos suspeitos de covid-19.

Publicado em Padrão | Com a tag , , , , , | Deixar um comentário