Turistas italianos poderão dirigir no Brasil e vice-versa.

 

Um despacho presidencial encaminhado ao Congresso Nacional torna válida a carteira de habilitação para turistas italianos dirigirem no Brasil e também para viajantes brasileiros dirigirem na Itália.

A autorização será válida por 180 dias.Os motoristas italianos devem ter mais de 18 anos e portarem carteira de habilitação estrangeira dentro do prazo de validade, além dos documentos de identificação. Se o turista optar por continuar dirigindo em território nacional após o prazo de 180 dias, será preciso realizar exames de aptidão física, mental e avaliação psicológica.

Os condutores brasileiros na Itália, por sua vez, terão duas opões legais: solicitar, no Brasil, a Permissão Internacional para Dirigir (PID); ou efetuar uma tradução juramentada da Carteira Nacional de Habilitação Brasileira, que deverá ser validada e acompanhada de tradução oficial.“Essa é mais uma medida para incentivar a vinda do turista estrangeiro para o Brasil e que comprova a importância que o governo federal tem dado ao Turismo, um setor importante na economia responsável pela criação de empregos e geração de renda”, afirma o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

A medida, além de facilitar o deslocamento dos turistas no País, busca ampliar o número de visitantes italianos no Brasil. Dados do Ministério do Turismo apontam que 181,4 mil italianos visitaram o Brasil em 2016, com tempo médio histórico de estadia de 30 dias.

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Turismo em Natal passa a ter roteiros religiosos

Um dos segmentos turístico que apresentou grande crescimento nos últimos anos é o turismo religioso. O setor não viu a crise passar perto e comemora bons resultados. A cidade de Natal dá passos para virar referência também nesse campo.

A Prefeitura da capital potiguar, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (Setur), lançou dois roteiros religiosos para visitação dos turistas. O primeiro deles contempla as seguintes igrejas: Nossa Senhora de Lourdes, em Petrópolis, onde estão os restos mortais do Padre João Maria, Catedral Metropolitana de Natal, localizada na avenida Deodoro, Bom Jesus das Dores (Ribeira), Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Cidade Alta), Nossa Senhora da Apresentação (Cidade Alta), Igreja de Santo Antônio (Cidade Alta) e a Igreja de São Pedro, no Alecrim. Já o segundo, prevê visitações ao Santuário dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu (Bairro Nazaré) e ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima (Parque das Dunas). Neste último, está prevista a construção de uma réplica da capela situada na cidade de Fátima, em Portugal. A secretária municipal de Turismo, Christiane Alecrim, qualifica a criação dos roteiros como fundamental para o incremento da atividade turística na cidade.

Ela lembra que os fiéis não medem esforços para visitar os locais, templos e igrejas para fortalecerem suas crenças. Verdadeiras caravanas são movidas pela fé. “Já vínhamos recebendo apelos do setor para criar novas formas de atração dos turistas que ultrapassassem aquelas ligadas às nossas belezas naturais. Concordamos com essa preocupação, conversamos com as partes envolvidas para partir para a criação dos roteiros”, explica a secretária. Christiane Alecrim reforça ainda que o lançamento dos roteiros só foi possível graças à união dos órgãos da gestão municipal que, atendendo à determinação do prefeito Carlos Eduardo, trabalharam juntos na viabilização da iniciativa.

A Setur conta com a parceria das secretarias de Mobilidade Urbana, Meio Ambiente e Urbanismo, Cultura, Segurança e Defesa Social, Serviços Urbanos, Urbana, Saúde, Políticas para as Mulheres e Comunicação Social. “Temos um potencial enorme neste segmento. Natal é uma das primeiras capitais do país, conta com igrejas antigas, com projetos arquitetônicos muito bonitos que carregam um valor histórico muito grande. Nós, da Secretaria, não iremos medir esforços para consolidar a cidade de Natal como referência no turismo religioso do Brasil. Agora é trabalhar na divulgação desses roteiros para atrair os visitantes. Temos muita coisa bonita para mostrar”, afirma a titular da Setur. A Arquidiocese de Natal é parceira da Prefeitura nos roteiros. Para o padre Francisco Fernandes, secretário do Arcebispo de Natal e pároco da Igreja Bom Jesus das Dores, o ponto central de toda peregrinação religiosa é a Catedral Metropolitana. Segundo o religioso, o sentido teológico da Catedral é a ideia da tenda armada no meio do povo, no coração da cidade. “O turista tem de visitar a cripta da Catedral, um lugar de orações, que foi abençoado pelo Papa João Paulo 2º. Temos em exposição o cálice usado pelo Papa e um novo elemento que é um tijolo doado pelo Vaticano”, informa o sacerdote.

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Egito inaugura ciclo de viagens do Papa a países em guerra.

SÃO PAULO, 27 ABR (ANSA) – Por Beatriz Farrugia – A ida do papa Francisco nesta sexta-feira (27) ao Egito abre a agenda de viagens internacionais do líder católico em 2017 e indica que a promoção da paz e a mediação de conflitos e guerras estarão ao centro de seus roteiros neste ano.

Além do Egito, Jorge Mario Bergoglio visitará ao longo de 2017 países como Índia, Bangladesh, Colômbia e talvez o Sudão do Sul, que ainda não foi confirmado na agenda oficial. “Todos estes países se encontram em regiões que são palco de violências. Francisco parece traçar com estas visitas um itinerário que lhe permite se aproximar dos povos que mais sofrem e onde é mais difícil o diálogo entre as religiões”, disse, em entrevista à ANSA, a professora de Relações Internacionais e especialista em diplomacia religiosa Anna Carletti, italiana radicada no Brasil.

O Papa desembarcará no Egito em meio a um forte clima de instabilidade política e de riscos de atentados terrorista, e há apenas 20 dias da explosão de duas igrejas cristãs coptas, ataques cometidos pelo Estado Islâmico (EI) que deixou mais de 30 mortos. Apesar das ameaças de grupos extremistas, Francisco manteve a viagem e não quis usar um carro blindado para seus deslocamentos no país. De acordo com o próprio Vaticano, o Papa quer ser visto como um “peregrino da paz” e se mostrar próximo das vítimas de guerras e perseguições. “Esta visita ao Egito é particularmente simbólica porque é resultado de quatro convites provenientes das autoridades políticas e religiosas do país: do presidente Abdel Fattah al-Sisi, dos bispos católicos, do imã Ahmad al-Tayyib e do papa Tawadros II, patriarca da Igreja Ortodoxa Copta. Francisco conseguiu atrair a atenção dos interlocutores mais importantes da sociedade egípcia”, disse Carletti. “Sabemos claramente que cada um destes interlocutores tem seus objetivos se aproximando do Papa. Mas, para Bergoglio, esta é uma ocasião preciosa para poder elevar sua mensagem de promoção do diálogo inter religioso e tentar, com isso, frear a violência dos grupos islâmicos mais radicais”, ressaltou. A comunidade católica no Egito representa uma das minorias religiosas.

Os católicos coptas são apenas 1% da população local, enquanto os cristãos coptas não passam de 10%. O atual patriarca de Alexandria Ibrahim Isaac Sidrak é o chefe da Igreja Católica Copta e das sete dioceses que a compõem. Os católicos e cristãos têm sido alvo de perseguições desde 1970, com o processo de islamização no governo de Muhammad Anwar Al Sadat . A marginalização social se concretizou na gestão recente de Mohamed Morsi, ligado à Irmandade Muçulmana. Após sua deposição, em 2013, os cristãos passaram a ser perseguidos por grupos extremistas, e não mais pelo governo, já que o general Abdel Fatah al-Sisi respeita os coptas e promove uma caça às organizações terroristas, que, por sua vez, descontam em ataques a seguidores de outras religiões. “A mensagem que o Papa levará ao Egito será de paz, e o encontro com os líderes políticos e religiosos do Egito tem como objetivo mostrar que o diálogo é possível, principalmente entre cristãos e muçulmanos”, disse a especialista em diplomacia vaticana. De acordo com Carletti, o encontro de Francisco com o imã Ahmad al-Tayyib, chefe da Universidade Al- Azhar, o mais prestigioso centro acadêmico do mundo sunita, sinalizará o estreitamento das relações interrompidas seis anos antes pelo próprio imã, quando acusou o então papa Bento XVI de ingerência nos assuntos do país. “Na ocasião, Bento XVI convidou os governos locais a evitarem as perseguições contra os cristãos. Tal ruptura parece exagerada, já que o próprio papa Francisco também fez apelos parecidos em várias ocasiões e não provocou nenhuma reação assim”, comentou a professora. Quando pisar no Cairo, Francisco estará diante da sua primeira tentativa concreta de tecer uma rede, uma espécie de aliança, entre várias igrejas, a católica, a ortodoxa e os representantes muçulmanos, para dar mais visibilidade às vozes moderadas do Islã. Caso tenha sucesso, o modelo estratégico deverá seguir “na mala” pelas outras viagens do Papa, que desde 2013, quando assumiu a Igreja Católica, mostra-se cada vez mais um articulador diplomático e intermediador de crises. (ANSA).

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