Cheia Do Rio Sena Prossegue E Afeta O Turismo Em Paris.

O Rio Sena prosseguia com o aumento em seu volume neste domingo em Paris, quando deve alcançar o nível máximo, uma situação que paralisou a rica atividade turística na região. O nível do rio, que atravessa Paris, deve alcançar neste domingo à noite de 5,95 metros, o que significa mais de quatro metros acima do normal, anunciou o serviço de informações Vigicrues. A cheia é menor que a registrada em junho de 2016 (6,10 m), quando foram registradas graves inundações na capital francesa, e nem se aproxima do temido recorde de 1910, quando o Sena atingiu 8,62 metros. A água atingiu neste domingo a altura da coxa da célebre estátua de um guerreiro zuavo na ponte de Alma, que serve de referência aos parisienses para medir a cheia do rio. Na área da Torre Eiffel, os barcos turísticos estão ancorados após a proibição de navegar. As margens do Sena, frequentadas por pedestres e ciclistas, assim como as docas – algumas que servem de entrada para restaurantes flutuantes – estão sob água. Após um incidente no sábado, quando duas pessoas foram observadas navegando em uma canoa, as autoridades recordaram que está proibida a navegação e alertaram para o perigo de usar qualquer tipo de embarcação nas condições atuais. Quase mil pessoas foram retiradas de suas casas na região de Paris nos últimos dias. A diminuição das águas pode ser “muito, muito lenta”, advertiu Colombe Brossel, vice-secretária do Departamento de Segurança da prefeitura de Paris. “Voltar completamente à normalidade vai levar semanas”, disse o diretor do Serviço de Meio Ambiente na região (DRIEE), Jérôme Goellner.

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Total de Turistas no Brasil em 2017 supera anos de Copa e Olimpíada.

Com uma alta de 0,6% em relação ao ano anterior, o Brasil registrou recorde de entrada de turistas estrangeiros em 2017, segundo dados da Polícia Federal (PF) analisados pelo Ministério do Turismo. De acordo com o ministério, o crescimento foi puxado por turistas vindos dos países vizinhos. No último ano, 6.588.770 visitaram o Brasil. O número é maior que o registrado nos anos da Olimpíada (6.546.696) e da Copa do Mundo (6.429.852). A América do Sul registrou um salto de 11,1%, de 3,7 milhões para 4,1 milhões turistas em 2017, o equivalente a 62,4% do total. Argentina lidera o ranking: Os dados mostram que a Argentina continua em primeiro lugar, com 2.622.327 visitantes, 14,3% a mais que em 2016. O país responde por quase 40% de todos os turistas internacionais que o Brasil recebe. Em segundo ficam os Estados Unidos, com 475,2 mil viajantes, uma queda de 7% em relação ao ano anterior. O Chile fica na terceira colocação, com 342,1 mil pessoas, 5,2% a mais que 2016″, aponta o ministério.
Argentina – 2.622.327 turistas (39,80% do total)
Estados Unidos – 475.232 turistas (7,21%)
Chile – 342.143 turistas (5,19%)
Paraguai- 336.646 turistas (5,11%)
Uruguai – 328.098 turistas (4,98%)
França – 254.153 turistas (3,86%)
Alemanha – 203.045 turistas (3,08%)
Reino Unido – 185.858 turistas (2,82%)
Itália – 171.654 turistas (2,61%)
Portugal- 144.095 (2,19%)
Colômbia – 140.363 (2,13%)
Espanha- 137.202 (2,08%)
Bolívia – 126.781 (1,92%)
Peru – 115.320 (1,75%)
México – 81.778 (1,24%)
Suíça – 69.484 (1,05%)
China- 61.250 (0,93%)
Japão – 60.342 (0,92%)
Holanda – 59.272 turistas (0,90%)
Venezuela – 53.950 turistas (0,82%)
Portas de entrada: São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul são as principais portas de entrada. Pelo estado paulista, entram 32,5% (2.144.606) de todos os turistas internacionais que chegam ao país. O Rio de Janeiro fica em segundo lugar com 1.355.616, o equivalente a (20,5%) e RS em terceiro com 1,27 milhão.
Meios de transporte: Apesar de ter registrado uma queda de 4,2%, o avião continua sendo o principal meio de transporte para o turista internacional. De todos os visitantes estrangeiros que chegaram ao Brasil em 2017, 63,5% usaram aviões. Pelas estradas, entraram 2,25 milhões de visitantes e 52,5 mil usaram navios.

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Um guia básico para fazer turismo em Porto Alegre.

A insegurança e a falta de recursos para manutenção de espaços históricos não têm incentivado o turismo em Porto Alegre. Mesmo assim, em uma postagem recente na página do Roteiro da Sara no Facebook, moradores arriscaram sugestões para quem vem de fora (ou quem é daqui mesmo) curtir a Capital. Reuni várias dessas ideias, e o resultado é um presente dos porto-alegrenses no aniversário da cidade: um pequeno guia produzido por dezenas de mãos! Minha dica: mesmo que você não esteja acompanhando um visitante, que tal testar algum desses roteiros e tentar ver Porto Alegre com novos olhos? Ela está precisando de mais carinho. E isso não tem relação com política — é um pedido por mais urbanidade! A orla: Conhecer nossa maior beleza natural é dica quente. Se não quiser caminhar pela orla, alugue uma bicicleta na Fundação Iberê Camargo (Padre Cacique, 2.000) e dê uma volta pela ciclovia até o Gasômetro (fechado para obras e sem previsão de reabertura, infelizmente). No caminho, é possível visitar o Beira-Rio, estádio do Internacional. A frente do Iberê é um lugar perfeito para assistir ao pôr do sol. Se for um dia bonito de inverno, siga os costumes locais e leve um saco de bergamotas para comer lagarteando. Nos fins de semana, o Iberê tem programação cultural e funcionamento das 14h às 19h, com entrada franca (mais em iberecamargo.org.br).
De bici: O aluguel no Bike Poa (bikeitau.com.br/bikepoa) custa R$ 8 para um dia ou R$ 15 para três. A nova fase do serviço só está com 15 estações em operação, todas na região do Centro e da Cidade Baixa. A prefeitura promete outras 20 até 31 de março e mais seis em abril — um total de 41 estações, com 410 bicicletas à disposição dos usuários.
Linha Turismo: Leve o visitante a um passeio no Linha Turismo para uma visão inicial da cidade. Os ônibus com quatro metros de altura e o segundo andar aberto oferecem dois roteiros, de terças a domingos, a R$ 30. City Tour Centro Histórico: Passa por Gasômetro, Guaíba, Redenção e Praça da Matriz. O sistema é o internacional hop on/hop off: com a compra de um ticket, o passageiro pode subir e descer do ônibus em seis pontos diferentes da Capital. De terça a domingo, das 9h às 16h. O percurso leva 1h40min. City Tour Zona Sul: Esse trajeto não tem paradas e leva até a praia de Ipanema, a algumas propriedades da rota turística Caminhos Rurais e ao Santuário Nossa Senhora Mãe de Deus (na foto), no alto do Morro da Pedra Redonda, onde se tem uma vista de 360° da cidade. De terça a domingo, às 10h e às 15h (o passeio só sai com, no mínimo, 10 passageiros). Caminhos Rurais: Esta informação ainda surpreende muita gente: Porto Alegre tem uma zona rural que corresponde a 30% do seu território e abrange 11 bairros. Doze propriedades dessa região se uniram e formaram o roteiro Caminhos Rurais, oferecendo opções de agro e ecoturismo. Piqueniques, passeios e eventos culturais fazem parte das programações. Confira em caminhos rurais.com.br. O Guaíba: Que tal conhecer Porto Alegre partindo das águas? O barco Cisne Branco tem um passeio diário às 15h — os horários das 10h30min e das 16h30min saem com um mínimo de 20 passageiros. A navegação leva uma hora, e os ingressos custam R$ 35. Fica no Armazém B3 do Cais do Porto, com acesso de pedestres pela praça ao lado do Mercado Público. Saiba mais em barcocisnebranco.com.br. Travessa dos Venezianos: A boêmia e democrática Cidade Baixa tem sido ponto de discussões. De um lado, moradores que querem garantido seu sossego. Do outro, tribos diversas que buscam a rua para festas até o amanhecer. Mas um espaço no coração do bairro reúne pacificamente vários públicos.
A Travessa dos Venezianos, entre as ruas Lopo Gonçalves e Joaquim Nabuco, é uma via com 17 casas simples e coloridas do início do século 20 que oferece opções gastronômicas como o Venezianos (voltado ao público LGBT, mas sem segmentar), o Bistrô da Travessa e o Mark Hamburgueria. Centro Histórico: Um dos espaços mais apaixonantes da Capital. Uma caminhada pelo Centro Histórico no final de semana é mais indicada — o lugar não está tão cheio, e é possível admirar a arquitetura e os detalhes que contam a história de Porto Alegre. Mercado Público: Prédio construído em 1869. O segundo pavimento, inaugurado em 1913, está fechado desde 2013, quando um incêndio atingiu o lugar. Confira as bancas e deguste um bolinho de bacalhau no bar Naval ou no restaurante Gambrinus. Aberto de segunda a sexta, das 7h30min às 19h30min, e sábados, até as 18h30min. Mais em mercadopublico.com.br. Os prédios de Theo Wiederspahn: Na Praça da Alfândega, visite o Memorial do RS (datado de 1913), o Margs (torreões finalizados em 1922) e o Santander Cultural (1931). Siga até a Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ), antigo Hotel Majestic, onde o poeta viveu entre 1968 e 1980, no quarto 217, hoje reconstruído em uma das salas. Lá, vá até o Café Santo de Casa, que fica no terraço, caminhe pelos corredores e olhe sem pressa a vida passar. Cinema e exposições podem ser conferidos no local. Esses quatro prédios são projetos do arquiteto alemão Theo Wiederspahn. Aproveite e almoce na Rua dos Andradas — ou da Praia — para se deliciar com uma a la minuta (arroz, ovo frito, salada e batata frita) com feijão em qualquer dos restaurantes locais. A maioria fica aberto e serve o prato o dia todo. Anote: -Memorial do RS: Rua 7 de Setembro, 1.020. Terça a sábado, 10h às 18h; domingos e feriados, 13h às 17h. Grátis.
-Margs: Praça da Alfândega, s/nº. De terças a domingos, das 10h às 19h. Grátis.
-Santander Cultural: Rua 7 de Setembro, 1.028. De terça a sábado, das 10h às 19h. Domingos, das 14h às 19h. Não abre em feriados. Entrada franca (exposições).
-Casa de Cultura Mário Quintana (CCMQ): Rua dos Andradas, 736. Terça a sexta, das 9h às 21h. Sábados, domingos e feriados, do meio-dia às 21h.
Igreja das Dores: Mais antiga igreja ainda de pé em Porto Alegre, inaugurada em 1807, foi tombada em 1938 como Sítio Histórico Urbano Nacional. Sua escadaria marcante é um dos locais mais característicos da cidade. Sua construção se estendeu por décadas, daí o estilo arquitetônico eclético — no interior, predomina o barroco tardio, com detalhes neoclássicos. Fica na Rua dos Andradas, 587, e abre todos os dias, das 9h às 20h. Entrada franca. Theatro São Pedro: Siga a caminhada até o Theatro São Pedro, que recebe grandes nomes do teatro e da música há décadas. Apesar de fechado temporariamente para visitas, abre duas horas antes das apresentações. Um café no segundo andar funciona antes dos espetáculos e, nas quartas-feiras úteis entre maio e outubro, abre às 16h para um bufê de chás. Fica na Praça Marechal Deodoro, s/n°. Saiba mais em teatrosaopedro.com.br.
Catedral Metropolitana: A Igreja Matriz de Porto Alegre tem uma cúpula com 65 metros de altura do nível da Praça Marechal Deodoro, enquanto as torres somente 50 — devido à grandiosidade da cobertura. Fica na Rua Duque de Caxias, 1.047, e abre de segunda a sexta, das 7h às 19h; sábados, a partir das 9h; e domingo, a partir das 8h. Entrada franca. Saiba mais em catedralportoalegre.com.br. Palácio Piratini: Sede do Executivo estadual, o prédio data de 1921 e está em reformas. Há visitas de segunda a sexta, das 9h30min às 11h30min e das 14h às 17h, de hora em hora. Informações: (51) 3210-4168.
Moinhos de Vento: Um dos bairros mais valorizados de Porto Alegre, oferece uma gastronomia elaborada e áreas verdes melhor cuidadas que no restante da cidade, além de lojas de rua e um shopping center. A Hidráulica (ou os Jardins do Dmae, empresa de saneamento público), na Rua 24 de Outubro, é espaço para piquenique e mate e fica aberto todos os dias, das 8h às 19h. O Parque Moinhos de Vento, próximo dali, tem um lago artificial e a réplica de um moinho açoriano. Deu fome? As ruas Padre Chagas, Hilário Ribeiro e Dinarte Ribeiro têm opções variadas de restaurantes, bares e padarias. Domingos no Bom Fim: Não existe domingo em Porto Alegre sem o bairro Bom Fim. Comece com o Brique da Redenção, feira de artesãos junto ao parque de mesmo nome, na curtinha Avenida José Bonifácio. Tome um café reforçado com uma jarra de suco e um farroupilha (sanduíche prensado de pão francês, presunto e queijo) na Lancheria do Parque (Avenida Osvaldo Aranha, 1.086), que, no domingo, está aberta desde as 7h.
Bem alimentado, caminhe devagar pelas ruas do bairro. No ouvido, uma playlist com o melhor da Música Popular Gaúcha, ou MPG, que nasceu na década de 1980 reunindo rock, pop, MPB e música regional. Você está caminhando pelas ruas que guardam a memória e o nascimento de um dos mais vibrantes gêneros musicais do país.

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