Fernando de Noronha – É proibida a entrada de descartáveis: copos, canudos, sacolas plásticas, talheres e garrafas

O administrador da ilha, Guilherme Rocha, assinou um decreto nesta quinta-feira (13), indicando os produtos que não poderão entrar em Noronha.

O administrador de Fernando de Noronha, Guilherme Rocha, assinou nesta quinta-feira (13) o decreto distrital que proíbe a entrada de descartáveis na ilha, incluindo copos, canudos, sacolas plásticas, talheres e garrafas com menos de 500 ml de conteúdo.

A assinatura foi realizada no Palácio São Miguel e contou com a presença do secretário de Meio Ambiente, Carlos Cavalcanti, representantes do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), Conselho Distrital, empresários e moradores.

No ano de 1996, o Governo de Pernambuco emitiu um decreto similar, que acabou não sendo seguido. Agora, o governo local está determinando um prazo máximo de 120 dias para que os empreendimentos e a comunidade coloquem em prática a proibição. Quem descumprir a norma pode pagar uma multa que pode chegar a 20 salários mínimos.

“Na prática teremos os agentes da Vigilância Sanitária, que vão fiscalizar os empreendimentos. Noronha estava precisando de uma ação como essa, o mundo precisa disso e a ilha tem um apelo da filosofia ambiental muito maior que qualquer outro lugar”, afirmou o administrador Guilherme Rocha.

Segundo dados da Administração do Distrito, Fernando de Noronha produz diariamente cerca de 14 toneladas de lixo. Desse total, 20, 84% são recicláveis, 12,50% são produtos orgânicos e 67% são rejeitos. Os produtos que não podem ser aproveitados na ilha são enviados de volta para o continente em embarcações.

A Secretaria de Meio Ambiente deve ajudar na fiscalização. “Nós vamos apoiar e estimular a mudança de comportamento, participando de oficinas e seminários e conscientizando. São 120 dias de conscientização para que, na prática, comece a funcionar o decreto”, informou o secretário de Meio Ambiente, Carlos Cavalcanti.

O ICMBio também está disposto a colaborar. “O ICMBio se responsabiliza em todas as suas estruturas a não mais utilizar esses produtos, um pacto que estamos assumindo perante a comunidade e o Estado de Pernambuco. Nós já trabalhamos na Escola Arquipélago para que a comunidade, através dos alunos, não utilize descartáveis em Fernando de Noronha”, afirmou o oceanógrafo do ICMBio, José Martins.

As novas normas foram aprovadas pelos moradores. “É muito importante, Fernando de Noronha tem produzido muitos resíduos. A assinatura desse decreto foi uma escolha inteligente”, falou o estudante João Aliso, do grupo Coletivo Jovem Mar Noronha.

“Esse decreto é de grande importância, a quantidade de resíduos só vem aumentando. Os estudantes fariam um pedido ao administrador para proibir os descartáveis e recebemos a assinatura do decreto”, comemorou a educadora ambiental da Escola Arquipélago, Fabiane Vilela.

“Nós precisamos fazer uma educação ambiental com os turistas e os moradores da ilha. O decreto traz a punição e agora temos que fazer a educação, o mais importante ”, disse o presidente da Assembleia Popular Noronhense, Antônio Carlos Nascimento.

Publicado em Padrão | Com a tag , , , , | Deixar um comentário

´Turismo para leigos e curiosos’ será lançado dia 18 em São Paulo.

O autor, David Leslie Benveniste, é experiente profissional do setor; ex-presidente do Skål São Paulo; vice-presidente do Skål Brasil e atual executivo responsável pela CBS Marketing Services e CBS Turismo & Eventos, atuando, também, como consultor na área de Desenvolvimento Organizacional e como professor e palestrante sobre Operações Turísticas, Marketing de Destinos , Planejamento Estratégico e Organização de Eventos.
Capítulos: A obra reúne, em 14 capítulos, conceitos básicos e outros assuntos de interesse para estudantes e àqueles que iniciam carreira em qualquer um dos elos que compõem a atividade turística, tais como: noções sobre mercado, demanda, oferta, produtos, serviços, protagonistas, agentes de viagens, operadores de turismo, sistema de distribuição e atividades relacionadas ao trabalho dos guias de turismo, além de terminologias inerentes ao meio, curiosidades e algumas histórias bem criativas. “É gratificante compartilhar com o past president Leslie, amigo desde os velhos tempos de VASP, o lançamento de uma publicação que chega para preencher uma lacuna editorial no setor de viagens e turismo. Com sua rica experiência, o autor contribui com a formação de novos profissionais”, afirma Aristides Cury, presidente do Skål São Paulo e vice presidente do Skål Brasil. Serviço: Título da obra: Turismo para leigos e curiosos. Autor: David Leslie Benveniste. Editora: Primavera.Data de lançamento: 18 de outubro de 2018.Local: Livraria da Vila Lorena. Horário: 19h às 21h30.Endereço: Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista.Sobre o autor: David Leslie Benveniste nasceu em Alexandria, no Egito, e se radicou no Brasil em 1957, na cidade de São Paulo, onde adquiriu a sua experiência profissional prestando seus serviços, direta e/ou indiretamente, desde 1960, para as seguintes empresas: Wasserman Publicidade, Kosmostur, Viatur, Marcopolo Viagens, British United Airways, Aerolineas Argentinas, Lufthansa Linhas Aéreas Alemãs, Chapel Viagens, Companhia Assam de Hotéis, BAQ Turismo, International Travel System, GSP Turismo, Quatro Rodas Empreendimentos Turísticos, Grupo Oremar ; Tourop Operadora de Turismo, IMC / México, Incentours / Canadá, Opera Chic / Paris, Burdines Florida / USA, Editora Panrotas, Park City / Utah, Hotel Sonesta / Miami, Maritim Hotels / Alemanha, CPB – Centro de Produtividade do Brasil, Flag Produções, Cygnet Sistemas, Dicka Operadora Turística, Concorde Turismo, Qualitours, Grupo Louvre de Viagens, Intermundi, Palm Beach & Boca Raton CVB, Rede-Viagem, BRAZTOA – Associação Brasileira de Operadoras de Turismo, Keith Prowse / Brasil, Landscape Tour Operators, X-Virtual TV-Net, North America Destinations / USA.

Publicado em Turismo Para Leigos E Curiosos Será Lançado Dia 18 Em São Paulo | Com a tag , , , , , , , , | Deixar um comentário

Índia: antes e depois de ir

Quando embarquei nesta viagem de quase 4 meses pelo Sudeste Asiático, o único país que tinha receio de explorar sozinha era a Índia. Por todas as más ideias que, pelo menos em Portugal, se tem sobre o país, de que não é seguro e muito menos para mulheres: imaginem sozinhas. Fui chamada de maluca, alertada várias vezes para tudo o que de pior me poderia acontecer e claro que o tema violação também vinha sempre ao de cima devido às elevadas taxas que a Índia tem sobre este assunto. É verdade que na Índia as mulheres não são muito valorizadas e elas próprias têm noção disso. Estudei bem sobre este assunto antes da partida. Vi muitos vídeos de testemunhas indianas sobre a insegurança que elas sentem nas ruas do próprio país, que se calhar não ajudaram a limpar esta imagem má. Estes preconceitos sobre o país fizeram-me ponderar muito se seria boa ideia visitar e ser o primeiro destino da minha primeira viagem sozinha. Decidi arriscar e tomar todos os cuidados para que tudo corresse bem: usar roupa adequada, ser apreensiva com comportamentos e não andar à noite, por exemplo. Quando chego à Índia, realmente vejo uma taxa de 90% de homens nas ruas. O meu primeiro contacto com o país foi andar de metro no qual existem assentos reservados só para mulheres. Li que existem carruagens diferentes só para mulheres, mas não vi isso em nenhum dos comboios em que andei. Em muitas das situações de aflição em que me vi envolvida, nada de concreto aconteceu, a não ser na minha cabeça que ia imaginando todos os cenários piores possíveis devido a estes preconceitos. Vi muitas mulheres a viajarem sozinhas, tantas como nunca teria imaginado. Afinal a Índia não é assim tão assustadora como as pessoas pintam. Conheci pessoas muito simpáticas e o meu voluntariado permitiu-me ter um contacto com os indianos e a sua cultura, que penso nunca iria acontecer caso não o tivesse feito. Eles ensinaram-me muito sobre a Índia e fizeram-me aceitá-la como ela é e entendê-la a ponto de poder assimilar o quanto de maravilhoso tem este país que é tão diferente da nossa realidade. Se calhar o problema também reside aí. O diferente, por vezes, é assustador e causador de dúvida. Não me arrependo um segundo de ter dado uma hipótese à Índia de se mostrar como é. Para mim, a Índia é um outro mundo dentro do nosso mundo que nem todos conseguem entender e interiorizar, daí achar que não é destino para todos os tipos de viajantes. É preciso ir com mente apta a abraçar o que vamos descobrindo. É claro que há facetas da vida indiana e dos próprios indianos que não gostei, ainda assim, o balanço é positivo. Aconselho outras mulheres a irem sozinhas para a Índia pois a minha experiência, apesar de ter algumas peripécias, foi muito boa. Eu adorei conhecer o país e gostava de lá voltar para explorar novas cidades. A Índia é única e difícil, mas é um destino que te dá o que nenhum outro te pode proporcionar.

Publicado em India Antes E Depois De Ir | Com a tag , , , , , , , | Deixar um comentário