Navio de luxo é proibido de atracar em Noronha – Motivo: falta de autorização ambiental

Navio estrangeiro foi proibido de atracar em Noronha
Estrangeiros seguiram para Natal
Motivo: falta de autorização ambiental

Cento e vinte e nove turistas estrangeiros foram proibidos de desembarcar no arquipélago de Fernando de Noronha (PE) por causa de um desencontro entre servidores da administração da ilha, do Ibama e do ICMBio. O navio de luxo World Explorer, de bandeira portuguesa, depois de esperar a licença dos órgãos ambientais, zarpou em direção à cidade de Natal, no final da tarde de hoje. O episódio revela a disputa entre os governos estadual e federal e a dificuldade de se estabelecer políticas eficientes que combinem proteção ao meio ambiente com gerenciamento apropriado para a indústria de turismo.

Os turistas eram, na maioria, da Alemanha, Portugal e Suíça. Desde o domingo autoridades locais bateram cabeça sobre a autorização para o navio atracar na ilha. Ontem, o navio permaneceu a alguns metros da ilha. Policiais federais foram até o navio para fazer o processo de imigração dos turistas, mas eles não desembarcaram. Ainda pela manhã, em ofício da administração da ilha distribuído ainda pela manhã confirma a “inexistência de licença” para que a embarcação ancore no arquipélago ou mesmo transite na área do parque marinho de Fernando de Noronha.

Em 2018, o Brasil recebeu 6,6 milhões de turistas estrangeiros, um número menor do que o registrado na Argentina (6,9 milhões). Servidores da Receita e da PF que acompanharam o desenrolar do imbróglio lamentaram a proibição para que o World Explorer atracasse na ilha. ˜É um desgaste para o país˜, disse um deles. Em resposta ao Drive, o Ministério do Meio Ambiente disse apenas que não houve autorização nenhuma por parte da pasta, sem maiores detalhes.

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