Como Auschwtiz se transformou no maior destino turístico da Polónia.

 

O campo de concentração foi construído durante a Segunda Guerra Mundial. Agora, atrai centenas de milhares de turistas por ano. oman Abramovich, o patrão do Chelsea, tem aparecido nas notícias quase todas os dias.

O assunto é recorrente e anda à volta de uma pergunta que só ele pode responder: será que o magnata russo de origem israelita está de saída da presidência do clube inglês? Esta semana, no entanto, a história foi outra: Abramovich, que é descendente de família judia, da Lituânia, quer levar os fãs racistas do Chelsea, em Londres, a visitar Auschwitz, na Polónia.

A iniciativa foi do chairman do clube inglês, Bruce Buck, que pretende oferecer as viagens e assim conseguir estancar a onda de antissemitismo entre os fãs do clube inglês. “Se nos limitarmos a bani-los do estádio nunca mudaremos o seu comportamento”, disse ao jornal britânico “The Sun”. “Esta política oferece a possibilidade de perceberem o que fizeram, vai ajudá-los a comportarem-se de melhor forma. No passado, simplesmente eram banidos durante três anos”.

A estratégia do clube está relacionada com a postura de alguns elementos da claque, que em 2017 entoaram cânticos anti semíticos contra os apoiantes do Tottenham. Trata-se de uma iniciativa pedagógica: “Oferecemos uma opção: podem passar algum tempo com os nossos oficiais de diversidade, percebendo aquilo que fizeram mal”. Tal só é possível porque Auschwitz é hoje um dos destinos mais procurados pelos turistas na Europa. A sua visita é quase obrigatória. Para compreender a história e, acima de tudo, para nunca mais a esquecer. Desde 1945, ano em que terminou a Segunda Guerra Mundial, que o campo de concentração na Polônia foi visitado por 44 milhões de pessoas.

Nos cinco anos anteriores, entre 1940 e 1945, estima-se que terão morrido ali mais de um milhão de judeus. Um turismo feito em silêncio;“O trabalho liberta.” Esta é a frase que recebe os visitantes que cruzam a entrada Auschwitz. Exposta no topo do portão de ferro do campo de concentração, resume em poucas palavras a mentira sobre os cinco anos em que esteve ativo: um campo de trabalhos forçados cuja libertação significou, na maior parte dos casos, a morte. Transformado num museu em 1947, o campo de concentração é hoje considerado uma herança humanitária. A entrada é gratuita, mas não dispensa a reserva do bilhete online. Para quem chega de Varsóvia é necessário apanhar um comboio para outra cidade: Cracóvia. O inter cidades tem preços a partir de 12€ e a viagem dura cerca de três horas.

Chegando a Cracóvia, é necessário apanhar outro comboio para Auschwitz (ou O?wi?cim, como se diz em polaco) que custa cerca de 4€. Se quiser viajar no fim de outubro, no dia 25, por exemplo, os vôos de Lisboa para Varsóvia custam 214€. Se partir do Porto o preço ronda os 229€. Atualmente, Auschwitz tem perto de 300 guias licenciados com formação específica da International Centre for Education about Auschwitz and the Holocaust. As visitas são feitas em 19 línguas diferentes e, de acordo com o site oficial do antigo campo de concentração, a maioria dos visitantes são jovens integrados em “programas educacionais”. A concretizar-se a ideia da direção do Chelsea, o mais provável é que os fãs do clube sejam integrados num programa deste gênero. No Memorial existe um sistema de apresentação das diferentes áreas do campo. Trata-se de uma viagem aos lugares mais simbólicos e importantes, acompanhada por fotografias, algumas delas ilegais, tiradas pelos sobreviventes, imagens aéreas da chegada dos aliados, com informações escritas em inglês, polaco e hebraico.

Ao todo foram construídos naquela zona três campos com o mesmo modelo: Auschwitz I, Auschwitz-Birkenau e Auschwitz-Monowitz. No museu, inaugurado em 1955, é possível ter uma ideia de como estavam divididos os 30 edifícios do complexo. É possível entrar em vários alojamentos e também na câmara de gás, no crematório e no espaço onde funcionava o escritório que comandava todas as operações do campo. Por mais anos que passem, há vitrinas cujo cenário permanece desolador, onde podemos ver os objetos pessoais confiscados e outros ali deixados antes de os prisioneiros entrarem nas câmaras de gás: montanhas de sapatos, malas, óculos. Uma das mais impressionantes guarda os cabelos que foram rapados à maioria dos homens logo à chegada.A visita ao memorial pode ser feita com um guia, um serviço que é possível requisitar nalguns hotéis de Cracóvia. Normalmente, os turistas são recolhidos no hotel por uma carrinha, que percorre os 70 quilómetros até ao antigo campo de concentração nazi. A vantagem de comprar este serviço é que não precisa de esperar nas filas, porque os grupos têm prioridade.

Quando a inscrição é feita diretamente no site, existe um número de vagas limitados. A NiT sugere que planeie exatamente o que pretende fazer antes da inscrição.O bilhete dá acesso a Auschwitz I e Birkenau. O percurso entre os dois campos é feito de auto carro, gratuito, com saídas a cada 30 minutos.

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