8 Dicas Para Investir Em Turismo Rural.

8-dicas-para-investir-em-turismo-ruralPresidente do Idestur aconselha empreendedores que desejam abrir as porteiras de suas fazendas e receber turistas.Com a alta do dólar e maior dificuldade de viajar para o exterior, muitos estão explorando o potencial turístico do campo. Dados do Idestur (Instituto de Desenvolvimento do Turismo Rural) indicam que o número de turistas em propriedades rurais cresceu 35% entre 2014 e 2015. A expectativa para 2016 é de crescimento ainda maior. Mas o que é preciso fazer para receber turistas em sua propriedade? Além de preencher todos os requisitos técnicos, disponíveis no site da Idestur, algumas boas práticas e atitudes são necessárias para prosperar como empreendedor no setor.

 

A reportagem da GLOBO RURAL convidou a presidente do Idestur, Andréia Roque, para aconselhar quem deseja abrir as porteiras de sua fazenda para o turismo rural: Disposição: Com números tão positivos e um mercado em crescimento, investir em turismo rural pode parecer um caminho lucrativo, mas Andréia alerta que, mais do visão de negócio, o produtor precisa realmente ter vontade de interagir com o público que visitará a propriedade. “A condição fundamental é gostar do campo e da ideia de apresentá-lo a quem não conhece ou conhece pouco. Se você está abrindo a sua casa para gente que nunca viu, precisa ter muito interesse no que está fazendo”, diz Andreia. Prestatividade: “Cachoeira bonita tem em todo lugar.

Se eu quisesse ver cachoeira bonita, eu ia visitar as Cataratas do Niágara, que é a maior queda d’água do mundo. O que diferencia a cachoeira é a pessoa que é dona da terra onde ela está”, conta a presidente da Idestur. De acordo com ela, disposição e muita educação são essenciais. Capacitação: Além de todas as adaptações na propriedade, Andreia afirma ser fundamental um curso de capacitação para interagir com os turistas: “O produtor rural não é um prestador de serviço turístico.

Se ele quiser prestar serviço turístico, deve passar por um processo que vai ensiná-lo tudo do zero; é como aprender a ler. Não queremos, de jeito nenhum, que o produtor perca sua identidade, que é justamente o que ele vende no turismo rural, mas queremos que ele tenha algumas noções empresariais do setor”. Região: Antes de abrir as porteiras, é interessante ver os potenciais turísticos da região da propriedade. Essa pesquisa prévia permitirá que o produtor descubra se há alguma que agrupa empreendedores do setor de turismo rural na região, promovendo também uma sinergia que potencializa o polo turístico. Serviços: “É preciso saber e conhecer o serviço que será oferecido. Às vezes, o produtor não quer turista em casa ou na lavoura, mas aceita receber as pessoas na tulha da fazenda para promover um baile rural.

Descubra e explore os serviços e potenciais”, aconselha Andreia. Questões ambientais: Prestar atenção aos procedimentos realizados no dia a dia da fazenda também é fundamental para oferecer conforto e evitar acidentes com os turistas. “É impensável correr o risco de levar turistas numa lavoura em que você aplica agrotóxicos na laranja. Todo produtor deve ter consciência ambiental, mas se ainda não tem, vcai precisar desenvolver isso para se tornar um empreendedor do setor turístico”, explica a presidente do Idestur. Produção: “Sozinho, o turismo rural não é atrativo. O proprietário não pode abandonar a produção.

Não é porque você vai abrir sua fazenda para turistas, que vai parar de trabalhar em sua lavoura ou com os animais que cria” afirma ela. É importante não se esquecer de que o turismo rural é mais uma atividade do agronegócio e que, muitas vezes, o que o turista quer ver é justamente a produção. Paciência: Desde tempos imemoráveis, os sábios dizem que paciência é uma virtude. Andreia concorda: “O mais importante é ter consciência de que não vai chover turista do nada. É preciso acompanhar os resultados com calma e com muita paciência”.

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