Ilha do Mel no Paraná – Turismo bom tem que ter história


Vídeo no YouTube da Ilha do Mel  – Paraná

O Ministério do Turismo, por meio da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), está realizando o projeto Caravana Brasil, que leva agentes de viagem e operadoras de turismo a destinos nacionais para que sejam mais divulgados e virem roteiros mais conhecidos. Uma das viagens é feita com jornalistas do ramo, e eu, repórter da Pequenas Empresas & Grandes Negócios, embarquei junto. Por quê? Porque o turismo é um grande negócio e oferece diversas oportunidades para os empreendedores.

Começamos em Curitiba, capital do Paraná, e no fim de semana devo ir com o grupo para Morretes num trem de luxo, e depois para a Ilha do Mel, parte do município de Paranaguá.

Curitiba tem um passado interessantíssimo; fundada há 317 anos, era parada de uma estrada tropeira. Só foi ganhar mais destaque em 1853, quando virou capital do estado (me confidenciaram que Ponta Grossa até hoje torce o nariz para essa escolha). Na segunda metade do século XIX, começou a receber muitos imigrantes alemães, poloneses, ucranianos e italianos. Mesmo assim, até a década de 1950, mal passava dos 200 mil habitantes. Somente a partir daí é que foi praticamente dobrando sua população a cada década, e hoje tem 1,8 milhão de habitantes (sem contar a região metropolitana que, com 26 municípios, alcança população de 3,1 milhões de pessoas).

Falar mais sobre isso seria copiar a Wikipédia. O interessante mesmo é ver as comunidades polonesas ao redor do centro da cidade (eles imigraram com padres e tudo, e cultivam fielmente sua cultura por aqui), ou as avenidas largas que tanto caracterizam esse município. Esses fatores dão autenticidade ao lugar, o tornam único.

Nosso próximo destino, Morretes, não era ponto turístico há algumas décadas. Parada da estrada de ferro que ia até Paranaguá, a cidade começou a chamar a atenção turística apenas nos últimos 20 anos. Com um esforço da administração pública, melhoria de alguns pontos e uma boa propaganda, hoje a cidade se tornou parada obrigatória, e até preferida, de quem faz a tal viagem de trem.

A Ilha do Mel, me foi contado, é um destino de jovens na alta temporada, relativamente conhecido. Porém, o guia que nos acompanha afirma que, depois da uma da manhã, não se ouve mais nenhum pio; a ilha não é muito grande, e qualquer badalação depois do horário atrapalharia os moradores.

Dos 2.700 hectares da ilha, 2.500 são reservas ecológicas. A preocupação com o meio ambiente e a manutenção da fauna e flora são latentes, e os moradores fizeram uma grande pressão para não haver ‘resorts’ que afetassem a rotina local. Por isso, os turistas se aconchegam em pousadas confortáveis, mas não muito espaçosas, para não prejudicar o local.

As acomodações do turista são muito importantes, sim. Pousadas com camas confortáveis, serviços de quarto diferenciados, hotéis temáticos, isso tudo é muito bem-vindo e torna agradável a estadia do visitante. Porém, se não houver um diferencial além disso, poucas serão as razões para um turista voltar àquele local específico. Ele poderá achar camas confortáveis e bom serviço de quarto em diversos lugares. Agora, conhecer melhor o trecho da Mata Atlântica em que está, descobrir as formas de vegetação específicas do lugar e as histórias e personagens daquele pedaço de terra são fatores capazes de tornar singular uma estadia. É essa autenticidade que encanta a fundo o turista. Turismo bom tem que ter histórias, e histórias únicas.

Fonte Site Papo de Empreendedor

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