Ucrânia divulga atrativos turísticos e tenta manter visitantes apesar de crise.

ucrania-divulga-atrativos-turisticos-e-tenta-manter-visitantes-apesar da criseMergulhada em uma crise internacional que vem sendo considerada a pior desde o fim da Guerra Fria, a Ucrânia tenta vender seus atrativos turísticos e não perder muitos visitantes na alta temporada, que começa em abril.

Na feira internacional de turismo de Berlim (ITB), estandes do país divulgam os cruzeiros pelo Mar Negro, os encantos da capital, Kiev, e até os resorts da Crimeia, região que é o centro do problema e que vive uma escalada militar. A feira, que começou nesta quarta-feira (5) e termina no dia 9, é um dos maiores eventos mundiais da indústria turística.

Segurando taças com espumante da Crimeia, uma recepcionista fala sobre os méritos da península ucraniana. Ao fundo, um enorme pôster retrata a praça Maidan, em Kiev, que se transformou em uma zona de guerra no último mês, quando dezenas de manifestantes foram mortos.

Apesar do cenário, Kateryna Suprovych, responsável pela promoção do turismo na Crimeia, afirma que espera uma boa temporada. “A situação no país não é estável, mas também não é de guerra”, diz. “Veremos o que acontece durante a temporada turística, que começa em abril e vai até outubro”, disse Suprovych, quando questionada sobre cancelamentos de pacotes.

Destino de férias

A Crimeia é um conhecido destino de férias na região e atrai dezenas de milhares de ucranianos e russos todos os verões, além de um número crescente de alemães e poloneses. O turismo na Ucrânia cresceu substancialmente em 2013, e representantes do país na feira de Berlim disseram que a meta é dobrar as chegadas de turistas internacionais nos próximos oito anos. Alguns agentes de turismo ucranianos na feira admitiram que o setor está sendo afetado pela crise. “Atualmente, estamos trabalhando com a temporada de 2015, esperando que as tensões tenham acabado até lá”, disse Marta Naumenko, do órgão de turismo da cidade de Lviv, no oeste do país. Seu estande está localizado entre o da Rússia e o dos EUA. “É difícil fazer previsões. Tudo depende da situação política, que não é muito clara atualmente.”

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