Turismo para idosos movimenta cerca de R$ 20 milhões por ano

Mercado é voltado para pessoas com mais de 60 anos; mas antes da viagem, é preciso tomar alguns cuidados

Idosos adoram viajar e desvendar o mundo. O mercado da boa idade, especializado em pessoas com mais 60 anos, movimenta cerca de R$ 20 milhões por ano. Mas antes desses turistas fazerem as malas é preciso tomar alguns cuidados.

O diário de viagens da artista plástica Celecina Monteiro é de se admirar: este ano foram duas idas aos Estados Unidos e agora ela se prepara para desembarcar na Argentina. Mas antes de viajar, Celecina não abre mão de fazer um seguro-viagem. “Tenho muito cuidado. Primeiro: a gente não está tão jovenzinha pra viajar sem seguro. Aí eu faço seguro-viagem por causa das bagagens e por causa da segurança mesmo da saúde”, contou.

A química industrial Vera Avelar também se previne. “Eu nunca precisei, de fato, mas prevenção é importante”.

Além do seguro, na hora de fazer as malas, esse público que já passou dos 60 anos precisa tomar alguns cuidados. “É sempre bom viajar em grupos, com guia turístico. É interessante o idoso saber se o destino turístico tem alguma estrutura médica, caso ele necessite. Em alguns grupos existem até um médico que acompanha a viagem”, alerta o turismólogo André Durão.

Outro detalhe importante é levar anotados dados sobre a saúde, como pressão, tipo de sangue e remédios que estejam sendo tomados.

São cuidados que não impedem o crescimento desse mercado. De acordo com o Ministério do Turismo, até setembro foram vendidos 140 mil pacotes para idosos. No Recife existe até agência que se especializou nesse público.

“Faço com todos os cuidados que requer os grupos de maior idade. Por exemplo: não gosto de botar em hotéis que não tenham elevador, que não tenha muita escadaria, viajo sempre com dois guias acompanhando todo o percurso – fora os guias locais”, contou a dona da agência, Luíza Pedrosa Barreto de Meneses.

A rede hoteleira está procurando se adaptar ao hóspede que chegou aos 60 e está entrando agora na terceira idade. Para se adaptar a esse público, alguns hotéis tentam oferecer serviços diferenciados. Os quartos são mais iluminados e os banheiros têm apoio na parede e tapetes antiderrapantes.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Otávio Meira Lins, contou que é importante se adaptar a essa demanda: “as pessoas estão vivendo mais, as pessoas têm renda, e as pessoas estão com saúde para viajar. Você tem que estar preparado para recebê-los. Quem não se adaptar vai perder o bonde do mercado”.

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