O Maranhão e o Turismo

o-maranhão-e-o-turismoCada vez que viajo, tenho me perguntado se é mais importante a experiência que um atrativo turístico ou um equipamento podem nos trazer ou a excelência na prestação de serviço. Muitas vezes, nos deparamos com cenários de uma beleza única sem nenhuma infraestrutura de apoio e conseguimos de alguma forma usufruir de uma vivência, que consegue nos emocionar. O Maranhão, devo confessar, é um conjunto de produtos turísticos, de uma beleza ímpar, que nos encantam e que demonstra alguma evolução, nos últimos anos, mormente nas estradas de acesso as cidades turísticas e uma preocupação maior com a segurança do turista. É , no entanto, um estado repleto de contradições sociais e ideológicas, com áreas em que apartamentos valem mais de 2 milhões, como a Península, em São Luiz, e onde a população vive em condições extremamente precárias, na mesma localidade. Fiquei, no entanto, surpreso, com o amadorismo na prestação de serviço e a falta de iniciativa dos colaboradores, em diversas ocasiões. Senti boa vontade em alguns casos, mas encontrei pouquíssimos exemplos de excelência na prestação de serviço. Vejo uma necessidade urgente de implementar um programa de capacitação turística, para os meios de hospedagem, restaurantes e agências de receptivo local. Verifiquei um certo in-formalismo que é tolerado por turistas da região mas que foge a um padrão de qualidade que deve ser implantado, para a promoção de novos destinos, que complementam a oferta do produto Brasil. Um dos exemplos de que há necessidade de melhoria de infraestrutura e prestação de serviço é Barreirinhas. Ali encontramos os famosos Lençóis Maranhenses e o rio Preguiças, que são de uma beleza única. Qualquer consumidor turístico volta com uma descoberta de que o paraíso ainda está vivo. No entanto, o Parque Nacional onde estão situados não possui banheiros, nem um atendimento médico, para uma eventualidade. Como a estrada de acesso é precária e demora quase uma hora, para se chegar mais perto, deveriam as autoridades locais vislumbrar tal possibilidade. A própria capital está um pouco “largada”, usando um termo mais forte, sobretudo o centro histórico, patrimônio da humanidade. Notei vários prédios, de notória importância passando por uma situação de total abandono, o que é preocupante. Por outro lado, verifiquei um artesanato de ótima qualidade e um comércio especializado muito bem treinado e com inúmeras opções. Fora a presença de casas de show, inclusive com resgate da cultura local. Ao visitar o entorno de São Luiz, fiquei impressionado com a qualidade de São José do Ribamar, cidade limpa, organizada, sinalizada, onde a prática do turismo religioso é pratica. Também senti um apreço grande por Raposa e suas rendeiras e o passeio de barco que vem sendo colocado em prática, para visitar uma espécie de pequenos lençóis locais. O Brasil tem um grande potencial mas recursos devem ser melhor destinados, para as áreas de capacitação e reciclagem e melhoria da infraestrutura de apoio. O Maranhão é um exemplo que pode dar mais certo ainda, se ajustes forem feitos e medidas rápidas colocadas em prática.

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