Gol no prejuízo – Em 2012 a companhia aérea registrou prejuízo líquido de R$ 1,512 bilhão

A Gol teve um prejuízo líquido de R$ 447,1 milhões no quarto trimestre de 2012, ante lucro líquido de R$ 54,3 milhões um ano antes, informou a companhia.

No ano de 2012, a companhia aérea registrou prejuízo líquido de R$ 1,512 bilhão, contra R$ 751,5 milhões em 2011.

Apesar dos resultados negativos, a Gol afirma que “se movimentou em resposta a esse cenário e reduziu a sua oferta doméstica em 5,4% no ano visando ajustar sua estrutura para um novo patamar de crescimento”.
De acordo com a companhia, os primeiros resultados dessas medidas foram alcançados durante o segundo semestre de 2012. “A Gol acredita que esse estratégia possibilitará a recuperação das margens operacionais no curto prazo.”
No balanço, a Gol anuncia uma redução em sua capacidade doméstica entre -8% e -10% para o primeiro semestre de 2013. Para o ano de 2013 a redução é de cerca de 7%, em comparação com o mesmo período de 2012.

“Os resultados financeiros de 2012 refletem o cenário desafiador vivenciado pela indústria aérea nacional nos dois últimos anos com um aumento anual no preço de combustível em 18%, desvalorização do real frente ao dólar em 17% no ano, aumento acima de 30% nas tarifas aeroportuárias e baixo crescimento do PIB brasileiro”, afirmou a Gol no demonstrativo de resultados.

Webjet

No quarto trimestre de 2012, a Gol registrou custos adicionais de R$ 197 milhões referentes ao fim das operações da Webjet, anunciado em novembro, o que impactou negativamente na alavancagem da empresa.

Segundo o diretor financeiro e de relações com investidores, Edmar Lopes, a recuperação esperada nas margens da empresa deve melhorar esse indicador. “Com recuperação de margens, a gente entende que situação de alavancagem vai se normalizar ao longo dos trimestres”, afirmou em teleconferência com analistas, segundo a Reuters.
A Gol enfrenta problemas na Justiça devido à demissão de 850 funcionários da WebJet. Em meados de março, a empresa foi condenada a pagar multas pela Justiça do Trabalho em Brasília e do Rio de Janeiro, no valor de R$ 1 milhão cada, mas poderá recorrer da decisão.

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