Fraudes no ministério do Turismo no Brasil – Turismo precisa ‘limpar a barra’, diz ministro

O ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB-MA), indicou nesta quarta-feira que os funcionários afastados durante a operação Voucher, da Polícia Federal, só deverão retornar às suas funções se conseguirem comprovar “honorabilidade”. Em depoimento na Câmara dos Deputados, o peemedebista admitiu possíveis irregularidades na pasta no passado e disse que os futuros convênios, cujas assinaturas foram suspensas após denúncias de desvio de recursos na pasta, voltarão a ser feitos após o ministério “limpar a barra”.

“Em razão da crise mencionei que sete funcionários foram afastados. Não voltarão enquanto a sua honorabilidade não for comprovada. Alguns são funcionários do quadro do ministério, outros estão exercendo cargo em comissão”, afirmou o ministro Pedro Novais. Para ele, em caso de inocência, a readmissão dos servidores será consolidada “da forma mais justa possível”.

“Se houve deslizes por irregularidades não sei, mas admito, pelo que aconteceu ultimamente, que alguma coisa pode ter havido, mas isso está sendo corrigido e será francamente eliminado. Tão logo seja limpada a barra voltaremos a fazer os convênios conforme determina a lei. É claro que não vamos ser liberais além do que determina a lei”, disse Novais, que ainda saiu em defesa do secretário-executivo da pasta, Frederico da Silva Costa, preso pela Polícia Federal como suspeito de participação no esquema de desvio de recursos.

“Frederico da Silva Costa é muito conhecido no Congresso. Atuava no Congresso na gestão do ministro Mares Guia Walfrido dos Mares Guia, ministro do Turismo no governo Lula. Atendeu uma quantidade imensa de parlamentares desde 2003. É um dos funcionários mais conceituados do ministério e (…) por isso eu o promovi a secretário-executivo. A escolha coube a mim”, relatou.

No depoimento aos deputados, o chefe do Turismo disse acreditar que administrações anteriores da pasta, como a da petista Marta Suplicy (PT), “tomavam o cuidado para cumprir a legislação”. “Pelo que eu sei as administrações anteriores tomavam o cuidado para cumprir a legislação no que diz à habilitação de pessoas para receberem recursos, entidades sem fins lucrativos, entidades governamentais, prefeituras e governos de estado”, disse. “Minha primeira preocupação no ministério foi fazer a administração correta, mas não apenas isso, transparente”, resumiu.

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