Dólar em alta – Valorização da moeda afeta importações e turismo em Manaus

Para evitar os altos custos do mercado exterior, turistas e comerciantes apostam em planejamentos a longo prazo para comprar a moeda americana em baixa.

A recente alta no dólar, que até às 18h30 desta quarta-feira (14) estava cotado em R$ 1,8070, deixa áreas do comércio e turismo de Manaus em sinal de alerta neste primeiro semestre de 2012. Para evitar os altos custos do mercado exterior, turistas e comerciantes apostam em planejamentos a longo prazo para comprar a moeda americana em baixa.

Segundo o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-AM), Ralph Assayag, a valorização do dólar é prejudicial para o comercio da capital amazonense. “É ruim porque há uma retração da importação, dependendo do valor. Quando isso acontece pode desequilibrar os preços, porque não vão importar para ter compensação, principalmente os comerciantes de Manaus, que estão isolados geograficamente. Às vezes, a importação é mais barata”, constata.

De acordo com o economista Martinho Azevedo, as empresas têm trabalhado com antecedência para que o impacto nesses momentos seja pequeno. “Com a taxa de câmbio entre R$ 1,70 e R$ 1,80, há impacto no Pólo Industrial de Manaus (PIM), que importa muitos insumos. A grande intervenção do governo federal é essa, porque se o dólar desvaloriza, as empresas brasileiras perdem competitividade no mercado internacional”, explicou.

Martinho também ressalta que o período não é propício para o turismo. “Isso ocorre em vários sentidos, até porque todos estudam nesse período e as regiões não estão em fase de férias. Tradicionalmente, o Brasil também atrai europeus, mas com a crise esse povo está sem dinheiro para viajar”, analisa.

Para quem pretende tirar férias nos Estados Unidos em tempo de alta no dólar, economiza mais quem acompanhou os índices monetários com bastante antecedência. É o caso da jornalista Marcella Normando, que desde julho de 2011 tem viagem marcada para a cidade de Orlando, na Flórida, em maio deste ano.

“Não terei muitos problemas porque aproveitei para comprar o dólar desvalorizado no ano passado. Também não estou preocupada com cartões de créditos, pois uso apenas dinheiro e cheque de viagem, para não ter surpresa depois”, conta a jornalista, que não dispensa dicas de economistas antes de viajar para fora do Brasil.

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