A hora e a vez do turismo brasileiro

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O Brasil vive um período de franca expansão no turismo, impulsionado pelos grandes eventos mundiais como Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas. De acordo com o Ministério do Turismo, em 2012, o setor cresceu 13,1%, em relação ao ano anterior. As 80 maiores empresas do segmento faturaram R$ 57,6 bilhões e empregaram 115 mil pessoas.E, em um cenário de crescimento acelerado e de ganhos de competitividade, o mercado interno poderá alcançar,no ano de 2014, o patamar de 500 mil postos de trabalho nas atividades características do turismo.

Mas estamos preparados para absorver as mudanças e receber o crescente fluxo de turistas em nosso País? O mercado dá a resposta.De Norte a Sul do Brasil, setores como o da hotelaria ainda estão carentes de profissionais qualificados e especializados. Os problemas atingem áreas diversas. Vão desde a oferta de um bom serviço de transporte público, escassez de táxis,dificuldades para encontrar vagas em estacionamento, alimentação…e por ai segue uma extensa lista.

A questão se agrava quando pensamos que uma significativa parcela de turistas é formada por estrangeiros, e esbarramos na barreira do idioma. Receber bem o turista é sinônimo de recebê-lo mais vezes no futuro e ter um grande aliado que vai sugerir a cidade visitada como destino para outros amigos. Por isso, é importante pensar longe!

Assim como cresce a demanda de mercado, cresce também o interesse de profissionais em se qualificar. De olho nessa necessidade, o IPOG inaugura, no dia 13 de setembro, a primeira turma do MBA Gestão Estratégica de Hotelaria e Turismo.

O Foco da pós-graduação é resguardar um espaço decisivo do mercado de formação empresarial na área de Hotelaria e Turismo. A preocupação em estabelecer competências para o segmento norteia o curso, procurando-se assim dotar os participantes de competências e ferramentas para o fortalecimento da capacidade de decisão e consequente melhoria do seu desempenho profissional.

“O curso é fundamentado nos pilares organizacional, operacional, ambiental e premia os alunos com a oportunidade da vivência de mercado através de estágios”, explica a professora e coordenadora do MBA, Telma Merjane.

“Isso diminui a distância entre a teoria e a prática. É um diferencial que permite focar nos aspectos da gestão estratégica e gestão operacional”, explica o também coordenador, Cláudio Costa.

Leonardo Ferreira Santos é gerente de uma grande rede de hotéis em Goiânia. Com 18 anos de experiência, ele já trabalhou em países como Estados Unidos e China. Na hora de comparar os serviços internacionais com os oferecidos no Brasil, as críticas são inevitáveis. “Ainda brincamos de hotelaria. Muitas redes conseguem oferecer o básico em conforto aos clientes, mas ainda estamos limitados. E turismo envolve toda uma cadeia de serviços que precisa ser reformulada e melhorada”, observa Leonardo.

O gerente afirma que vai fazer o curso em busca de aperfeiçoamento. “Especializar é preciso. É uma forma de se valorizar enquanto profissional e de agregar valores para a empresa onde trabalhamos. Acredito que, por ser direcionado aos gestores, o curso tem o poder de abrir a visão do empresário e mudar nossa postura cultural que confunde servir bem com ser servil. E aí deixa de atender com qualidade o seu maior patrimônio, o cliente”, conclui Leonardo.

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